"Família militar"

Quase oito mil voluntários querem ajudar as Forças Armadas a combater a pandemia

Quase oito mil voluntários querem ajudar as Forças Armadas a combater a pandemia

Há quase oito mil pessoas da "família militar" - entre ex-militares, militares na reforma ou na reserva e familiares - dispostas a ajudar no combate à pandemia causada pelo novo coronavírus, avança o Ministério da Defesa, indicando que, desses voluntários, "149 já estão prontos ou a desempenhar funções" na área da saúde.

As cerca de 7900 candidaturas recebidas pelas Forças Armadas até à data são o resultado da "iniciativa do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) de convidar a "família militar" com o objetivo de angariar voluntários para apoiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a própria instituição militar no combate à pandemia de Covid-19", explica a tutela.

Entre os voluntários estão cidadãos de todo o país, de várias faixas etárias e com diversas habilitações profissionais, que vão desde a saúde - nas áreas de medicina, psicologia, farmacêutica, enfermagem, ação médica, entre outras - até valências como recursos humanos, gestão e serviços.

Maioria na área da saúde

Dos 500 voluntários da área da saúde contactados, 149 estão a postos ou já a desempenhar funções, adianta o Ministério da Defesa. No Hospital das Forças Armadas do Porto, 49 dos 172 voluntários contactados estão prontos a trabalhar (33 auxiliares de ação médica; 13 enfermeiros; três da comissão de Controlo de Infeção), sendo que sete estão a tempo inteiro nos serviços de suporte e na farmácia).

No polo de Lisboa, houve 300 voluntários contactados, dos quais 63 da área da saúde (médicos, farmacêuticos, enfermeiros, auxiliares de ação médica) estão prontos a desempenhar funções. Dois já estão a dar apoio na organização dos voluntários.

No IASFA - Instituto de Ação Social das Forças Armadas, há dez voluntários da área da saúde em prontidão, e o gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) já tem dois dos três voluntários contactados (dois da área de gestão de recursos humanos e um da gestão de catástrofes) a prestar apoio. No antigo Hospital Militar de Belém, que agora é Centro de Apoio Militar Covid-19, há 15 enfermeiros voluntários.

As Forças Armadas também disponibilizaram listas com 2408 voluntários, dos quais 1451 a pedido da Proteção Civil, para a missão de apoiar as infraestruturas distritais de doentes Covid-19 de Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real.

A lista com os restantes 957 voluntários foi fornecida a pedido dos secretários de Estado Coordenadores Regionais do Combate à Pandemia por Covid-19, para um eventual apoio a lares em Valongo, Beja, Évora, Portalegre e Setúbal.