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Sinistralidade

Quase seis mil pessoas apanhadas a conduzir sem carta

Quase seis mil pessoas apanhadas a conduzir sem carta

Nos primeiros seis meses do ano, as autoridades detetaram perto de seis mil pessoas a conduzir sem carta, cerca de metade dos condutores detidos, num período em que a criminalidade rodoviária cresceu 23,7%. Até junho, registaram-se mais acidentes mas menos vítimas mortais e menos infrações.

Segundo o relatório de sinistralidade e fiscalização rodoviária, divulgado esta sexta-feira pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), nos primeiros seis meses do ano aumentou a criminalidade rodoviária. Nesse período foram detidas mais 23,7% do que no ano passado, num total de 11,8 mil condutores.

"Perto de metade das detenções (49,2%) deveu-se à falta de habilitação legal para conduzir, com um aumento de 58,4% destes casos, comparativamente ao verificado entre janeiro e junho de 2020", especifica a ANSR, ou seja, foram apanhados sem carta 5805 condutores.

A ANSR acrescenta ainda que "o número de condutores que perderam pontos na carta de condução foi cerca de 269,2 mil, até junho de 2021. Desde a entrada em vigor do sistema de carta por pontos até final de junho de 2021, 1606 condutores ficaram com o seu título de condução cassado".

Em termos de indicadores de sinistralidade propriamente ditos, nos primeiros seis meses do ano, registaram-se 11 815 acidentes com vítimas, de que resultaram 140 vítimas mortais (72,9% eram condutores), 837 feridos graves e 13 568 feridos leves. Trata-se de uma redução de 16,2% em termos de vítimas mortais (menos 27). Mas registaram-se mais 56 feridos graves (+7,2%), mais 144 feridos leves (+1,1%) e mais 251 acidentes com vítimas (+2,2%), em relação ao mesmo período do ano passado.

"Se compararmos com a média destes seis meses dos anteriores 5 anos (2016 a 2020), verificou-se uma melhoria superior à verificada quando comparada com o ano anterior: menos 21,0% nos acidentes, menos 32,6% nas vítimas mortais, menos 10,0% nos feridos graves e menos 24,3% nos feridos leves", ressalva a ANSR.

O relatório indica também que a colisão foi a natureza de acidente mais frequente (52,9% dos acidentes), os despistes representaram 35,1% do total de acidentes, corresponderam a 49,3% das vítimas. A grande maioria (65,8%) dos acidentes ocorreu em arruamentos, seguindo-se as estradas nacionais (13,7%), envolvendo automóveis ligeiros (71,0%).

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Relativamente à fiscalização de veículos e condutores, entre janeiro e junho passados, foram fiscalizados 54,6 milhões de veículos, o que representa uma diminuição de 2,7% em relação ao mesmo período de 2020. Foram detetadas 539,7 mil infrações, traduzindo-se também numa diminuição de 14,2% face ao período homólogo do ano anterior.

A maioria das infrações (56,5%) referiu-se a excesso de velocidade, embora esse tipo de infração tenha diminuído 25,3%. Também os casos de condução sob influência de álcool diminuíram 18,6% face ao mesmo período do ano passado.

Por outro lado, aumentaram 45,5% as infrações pela ausência de sistemas de retenção, registando-se mais 40,8% infrações pela não utilização de cinto de segurança e mais 25,8% pelo uso do telemóvel.

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