Incêndio

Quatro casas de segunda habitação afetadas no concelho da Guarda

Quatro casas de segunda habitação afetadas no concelho da Guarda

Quatro casas de segunda habitação arderam na Quinta da Taberna, no concelho da Guarda, na sequência do incêndio que deflagrou no sábado, na Covilhã, afirmou esta sexta-feira o presidente da Câmara, Sérgio Costa. Segundo o autarca, a localidade da Quinta da Taberna foi afetada no final da tarde de quinta-feira.

O autarca criticou a demora nas decisões por parte da proteção civil, na atribuição de missões aos operacionais no terreno. "Temos máquinas de rasto desde hoje de manhã que continuam paradas, à espera que lhes atribuam uma missão. É preciso mais celeridade nas decisões e atribuições. Demora-se demasiado tempo", vincou, realçando, porém, que agradece "o esforço de todos os homens e mulheres", seja a proteção civil, populares ou juntas de freguesia, que combatem o incêndio no concelho.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil na internet, pelas 12 horas estavam envolvidos no combate às chamas 1572 elementos das forças de socorro e segurança, apoiados por 457 viaturas e 15 aeronaves.

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Na noite passada houve um reforço de meios e o combate chegou a envolver 1685 operacionais, apoiados por 517 meios terrestres.

O incêndio deflagrou na madrugada do dia 6 em Garrocho, no concelho da Covilhã, no distrito de Castelo Branco. As chamas estenderam-se depois ao distrito da Guarda, nos municípios de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira.

Na quinta-feira - dia em que o vento e a orografia da zona continuaram a dificultar o combate às chamas -, o capotamento de uma viatura dos bombeiros em Celorico da Beira, durante as operações, provocou três feridos graves e dois ligeiros.

Quercus quer avaliação independente do fogo

A associação ambientalista Quercus pediu esta sexta-feira uma avaliação independente ao incêndio na Serra da Estrela, para que fique claro o que deve ser melhorado para o futuro, e defendeu que deve haver prioridade máxima para a definição, antes do inverno, de medidas de emergência na gestão pós-fogo.

Em comunicado, a Quercus questionou qual foi a intervenção da AGIF - Agência para a Gestão Integrada dos Fogos face a críticas à descoordenação de meios, e lembrou que, devido à destruição da vegetação nas encostas, sobretudo no vale do Zêzere, "os fenómenos de erosão com arrastamento de materiais vão ser problemáticos".

Segundo o Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais (EFFIS), o incêndio já terá destruído mais de 14 mil hectares. Os ambientalistas sublinham que o incêndio já afetou florestas e habitats biodiversos do Parque Natural da Serra da Estrela, Zona Especial de Conservação da Rede Natura, assim como geossítios do Estrela Geopark da UNESCO, e que terá "impactes severos sobre a flora, fauna, território e populações".

Copernicus monitoriza incêndio

A Comissão Europeia anunciou esta sexta-feira estar a monitorizar o incêndio através de mapas de satélite. "A nossa equipa de mapeamento rápido entregou o seu primeiro produto de delineação [mapa] para o incêndio da Covilhã, em Portugal", informa o Programa de Observação da Terra da União Europeia (Copernicus), da Comissão Europeia, numa publicação na sua conta oficial na rede social Twitter.

Questionada pela agência Lusa, fonte oficial da Comissão Europeia explica que este serviço é frequentemente ativado para monitorizar incêndios em toda a Europa, podendo fornecer mapas detalhados das áreas afetadas para, por exemplo, realizar uma estimativa da extensão do incêndio ou das áreas ardidas, dependendo do tipo de produto cartográfico.

Até agora, nenhum pedido de ajuda por parte de Portugal relativo a este incêndio chegou a Bruxelas, de acordo com a mesma fonte comunitária.

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