Petição

Quatro mil assinaturas para testes à covid-19 nas escolas

Quatro mil assinaturas para testes à covid-19 nas escolas

A Fenprof vai entregar ao Parlamento uma petição com mais de quatro mil assinaturas exigindo a realização de testes a professores, pessoal não docente e alunos, antes do início das aulas. "Significa que as pessoas estão preocupadas", disse Mário Nogueira, ao final do dia desta segunda-feira.

A petição será entregue esta terça-feira, dia 12, para pressionar o Governo a fazer testes à covid-19 antes da próxima segunda-feira, quando 160 mil alunos do 11.º e 12.º anos regressarão a aulas presenciais. Mário Nogueira reconhece haver pouco tempo para os realizar. Por isso, numa reunião, esta segunda-feira, com o Ministério da Educação, propôs definir prioridades, começando pelos concelhos com mais número de pessoas infetadas, por exemplo.

Com isso, a Fenprof quer evitar que os mais jovens, muitas vezes assintomáticos, possam infetar professores, cuja idade os torna pessoas de maior risco. "O ministério não está a tomar todas as precauções", disse.

Mário Nogueira não vai ao ponto de recomendar aos professores que não se apresentem na escola no dia 18 - "são adultos, sabem avaliar a situação e saberão qual deve ser a sua opção" - mas vai dar-lhes um "manual de procedimentos, condições e exigências", para que saibam "em que condições podem recusar" entrar numa escola ou numa sala. Por exemplo, se não houver máscaras para todos. "Sejam muito exigentes e não cedam um milímetro em condições sanitárias", recomendou.

O Ministério da Educação assegurou a todos os sindicatos recebidos, esta segunda-feira, que o material de proteção e álcool gel chegará às escolas esta semana, pela mão das Forças Armadas. Apesar disso, a Fenprof não se sente segura. "Temos dúvidas que possam estar reunidas condições de segurança dentro de uma semana".

Até porque, defende, o ministério não está a emitir regras claras, deixando às escolas a responsabilidade de definir planos de contingência. "Quando correr mal, lá estarão as direções das escolas [para arcar com a culpa], que não são peritas em saúde pública". Ao invés, diz, devia ser obrigatório um parecer prévio das autoridades de saúde locais.