Covid-19

Quebra de patentes não acelera produção de vacinas, diz ministra

Quebra de patentes não acelera produção de vacinas, diz ministra

A ministra da Saúde referiu, esta quarta-feira, que a quebra de patentes das farmacêuticas não é a solução para os problemas de fabrico de vacinas. "Teríamos a fórmula, mas não teríamos onde a fabricar", explicou Marta Temido.

Na Comissão de Saúde, que ainda decorre, Marta Temido informou que Portugal vai receber no primeiro trimestre do ano, 1,9 milhões de vacinas, menos de metade do que estava inicialmente previsto. Mas adiantou que aquele número será maior, pois ainda não contempla as entregas da AstraZeneca para março, uma vez que este calendário ainda não foi disponibilizado pela farmacêutica.

Ainda assim, tal como já admitiu a presidente da Comissão Europeia, "as nossas expectativas não estão a ser alcançadas, a capacidade produtiva não está a responder ao nível que desejaríamos", referiu Marta Temido.

Questionada pelo deputado Moisés Ferreira, do Bloco de Esquerda, sobre se Portugal, enquanto país que preside ao Conselho da União Europeia, vai defender a quebra das patentes, Marta Temido notou que este tem sido um assunto muito discutido, mas que "não iria resolver o problema da capacidade produtiva".

Na prática, "teríamos a fórmula, mas não teríamos onde a fabricar", sentenciou.

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Marta Temido explicou, depois, que o que tem sido feito é insistir na colaboração entre as várias companhias, dando o exemplo da farmacêutica Sanofi, que está a estudar a possibilidade de usar as suas cadeias de produção para fabricar vacinas da Pfizer-BioNTech e da Janssen.

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