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Queixas contra padre de Lisboa suspeito de enviar SMS sexuais já estão na Justiça

Queixas contra padre de Lisboa suspeito de enviar SMS sexuais já estão na Justiça

Já estão no Ministério Público (MP) as denúncias que levaram o Patriarcado de Lisboa a afastar, preventivamente, de todas as atividades pastorais o padre suspeito de ter trocado mensagens de cariz sexual com jovens alunos de um colégio de Lisboa.

Em comunicado publicado pelo Colégio S. Tomás, onde o padre Duarte Andrade e Sousa era capelão, a direção refere que, "neste momento, tanto a Comissão Diocesana de Proteção de Menores como as autoridades judiciárias estão a seguir o processo", manifestando "disposição plena de colaborar em tudo o que for necessário".

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O documento assinado por Isabel Almeida e Brito e Filipa Villas-Boas refere que na base destas medidas está "uma troca de mensagens contendo linguagem inapropriada" num grupo do Whatsapp com alunos do 12.º ano, "não havendo atualmente notícia de qualquer outro tipo de comportamento inadequado". A primeira denúncia foi feita pela mãe de um aluno há cerca de dois meses e o conteúdo das conversas existentes no grupo - onde se destacam os vídeos pornográficos - terá sido entregue ao patriarcado e ao MP.

O sacerdote, de 36 anos, foi também afastado da paróquia do Alto do Lumiar e, perante as autoridades, terá assumido o uso de "linguagem imprópria", revelando não estar bem "psicologicamente". "O padre Duarte está muito arrependido do que fez e já se mostrou disponível para aceitar a punição que a diocese entender", disse ao JN um sacerdote amigo do padre.

Este é mais um caso a chegar ao MP, depois das 17 denúncias enviadas pela Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais Contra as Crianças na Igreja Católica. Segundo o Jornal Expresso, outras três queixas foram feitas ao MP diretamente pelas dioceses onde terão ocorrido abusos, sem passar pelas comissões diocesanas ou pela comissão nacional.

No último balanço feito pela Comissão Independente, o pedopsiquiatra Pedro Strecht afirmou que o organismo já recebeu 365 denúncias, tendo validado 338. Strecht lembrou que a realidade dos abusos sexuais por membros do clero será ainda maior. "O número total de vítimas só não é ainda divulgado porque precisa de ser analisado de forma científica", referiu.

O famoso "efeito iceberg" existente em todos os estudos de abusos sexuais, também pode vir a acontecer em proporções finais idênticas neste caso. De acordo com o número das denúncias já efetuadas, os números poderão vir a rondar as cerca de 1500 vítimas.

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