"Global Teacher Prize"

Quer ser o melhor professor? Prazo foi alargado até dia 16

Quer ser o melhor professor? Prazo foi alargado até dia 16

O prazo das candidaturas para a terceira edição do "Global Teacher Prize", considerado o Nobel da educação, foi alargado. Os professores têm até 16 de março para apresentarem os seus projetos.

A data limite era quarta-feira, dia 4 de março, mas agora os professores têm mais 12 dias para submeter as suas candidaturas, anunciou a organização, esta terça-feira.

A segunda edição, em 2019, recebeu mais de 200 candidaturas de professores e mais de 1500 recomendações submetidas por alunos, pais ou outros docentes.

Os professores, que estejam a trabalhar em escolas que sigam o ensino português, desde o pré-escolar ao 12.º ano e que tenham algum projeto educativo ou que considerem as suas técnicas e estratégias de ensino inovadoras, contribuindo para aumentar o aproveitamento dos alunos, podem participar em globalteacherprizeportugal.pt. Os vencedores das últimas duas edições usaram o prémio monetário (no valor de 30 mil euros) em prol dos alunos e de novas metodologias na sua aprendizagem.

Prémio resulta em projetos para alunos e comunidade

O JN falou com os dois vencedores das edições anteriores.

"O prémio está a reverter para os alunos das Caldas da Rainha, uma vez que foram eles os grandes iniciadores e ativos promotores da minha participação. Estamos a promover projetos didáticos apoiados em mobiliário ativo, como por exemplo, cadeiras com rodas, de forma a garantir que os alunos não estão parados a ouvir alguém e tornar a sala de aula mais dinâmica. É importante criar soluções para reativar o ciclo de atenção dos alunos", contou Rui Correia, professor há 30 anos e vencedor do ano passado do Global Teacher Prize. "Atualmente estamos a utilizar diferentes metodologias nas minhas aulas, mas estou a dar workshops a outros professores para alargarmos a toda a escola", acrescentou.

Já Jorge Teixeira, vencedor da primeira edição e professor em Chaves, investiu o valor num Centro de Recursos de Atividades Laboratoriais Móveis e afirmou que ainda não gastou nem metade do prémio. "Começamos com kit's de ciência e tecnologia que podem ser requisitados para fora da comunidade escolar. Estamos também a fazer novas parcerias locais e nacionais para maximizar a potencialidade do centro. Estamos a investir em eletricidade, eletrónica, astronomia e robótica ", explicou. "Este é um Centro com impacto dos 4 aos 100 anos porque o material pode ser utilizado no pré-escolar, no ensino superior e até em lares ou eventos fora da comunidade estudantil", sublinhou.

Afonso Mendonça Reis, presidente do júri da edição portuguesa e elemento do júri internacional, explicou que "o júri avalia vários critérios, como a vocação do professor, as técnicas que utiliza, o impacto das suas estratégias e a partilha do conhecimento. Por exemplo, alguém que chega a uma escola em que os alunos tenham aproveitamento baixo e consegue reverter a situação é um bom professor e merece a distinção", adiantou.

Todas as propostas vão a concurso e a melhor é escolhida após avaliação dos critérios. A 27 de abril serão conhecidos os dez finalistas e o vencedor a 11 de maio. O docente que ganhar será premiado com 30 mil euros, sendo que 15% do prémio é para o docente utilizar da forma que entender e os "85% restantes é para investimento em projetos pedagógicos", contou o presidente do júri português.

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