Isolamento

Ramadão atípico de orações em casa e mesquitas fechadas

Ramadão atípico de orações em casa e mesquitas fechadas

Mês sagrado de jejum do calendário do Islão está marcado por restrições que o Governo não levanta.

Há um ano, milhares de muçulmanos reuniam-se na mesquita de Lisboa para o início do Ramadão. Anteontem à noite, o mês de jejum e ponto alto do calendário do Islão começou com o templo fechado e orações em casa.

A comunidade islâmica de Portugal, composta por cerca de 50 mil fiéis, está a viver um Ramadão diferente do habitual. Para se perceber o impacto, é preciso saber que o Ramadão, para além de ser um mês de jejum durante o dia, é também um mês de convívio e partilha religiosa. À noite, os fiéis vão à mesquita, rezam e leem o Alcorão. No fim é servido o iftar, a refeição com a qual se quebra o jejum diário, onde "famílias inteiras se juntam num momento de convívio", explica o xeque David Munir, imã da mesquita de Lisboa.

Todo este ritual foi interrompido em período de pandemia. Segundo o xeque Munir, este Ramadão "é mais triste" por causa da perda do espírito de comunidade. No resto, a parte espiritual existe dentro de cada fiel, nos palavras de apoio transmitidas pelo pelo xeque Munir no Facebook e em cada oração que os muçulmanos fazem em casa.

O mês do Ramadão acaba a 23 de maio. Tendo em conta que o estado de emergência termina dia 2, muitos muçulmanos alimentam a esperança de concluir o mês do jejum em comunidade. O xeque Munir adverte que mesmo quando houver a possibilidade de reabertura das mesquitas, o número de fiéis presentes terá de ser menor do que o habitual e "com certeza" com o uso de máscaras.

Ontem, o primeiro-ministro António Costa reuniu com Abdool Magid Vakil, presidente da Comunidade Islâmica de Portugal. À saída, questionado sobre o levantamento de restrições no final do Ramadão, António Costa disse ter intenção de "continuar a manter as normas de afastamento social e autoproteção", agradecendo "o empenho de toda a comunidade islâmica".

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Igrejas encerradas põe funcionários em lay-off

A diocese de Angra do Heroísmo, nos Açores, admite pôr alguns funcionários paroquiais e sacerdotes em lay-off, devido às dificuldades financeiras provocadas pela suspensão das celebrações comunitárias. O processo foi confirmado ao "Açoriano Oriental" pelo ecónomo diocesano, cónego António Pereira. No continente também há trabalhadores da Igreja em lay-off, devido ao fecho dos templos. Fonte da arquidiocese de Braga admitiu ao JN que, por exemplo, a Igreja dos Congregados, em Braga, ou a Basílica de S. Torcato, em Guimarães, tiveram que dispensar funcionários, mas o lay-off não se aplica aos párocos, por serem considerados figuras de gestão.

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