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Rangel critica Elisa porque vai ao Parlamento Europeu "assinar o nome”

Rangel critica Elisa porque vai ao Parlamento Europeu "assinar o nome”

O cabeça-de-lista do PSD ao Parlamento Europeu, Paulo Rangel, acusou a candidatura socialista às europeias de "falta de credibilidade" por ter uma candidata, Elisa Ferreira, que "diz que só lá vai assinar o nome".

Numa visita efectuada sexta-feira a um lar de idosos do Porto, Elisa Ferreira afirmou: "Eu vou ao Parlamento Europeu assinar o nome. Quero é vir para cá, para o Porto".

Elisa Ferreira é simultaneamente eurodeputada, candidata à presidência da Câmara do Porto e membro da lista socialista ao Parlamento Europeu.

Paulo Rangel afirmou que "Portugal não pode querer ter credibilidade internacional e ter uma lista às europeias como a do PS, onde uma candidata como Elisa Ferreira diz alto e bom som que vai lá só para emprestar, para assinar o nome".

"Que credibilidade, que seriedade pode ter uma lista com uma candidata que vem dizer aos portugueses que só lá está para dar o nome? É este o projecto do PS para as europeias?", afirmou num mega-almoço promovido na Exponor pelo PSD no âmbito das comemorações do seu 35º aniversário.

Para Rangel, "com o PS não há credibilidade, não há seriedade. Só há um voto que conta e que pode fazer a diferença, que pode marcar o fim das políticas socialistas: o voto no PSD".

Rangel lançou então um apelo a todos os militantes para que se tornem "vozes do partido em todas as suas redes de relações", mais até do que nos grandes eventos políticos, numa estratégia de "porta a porta, ombro a ombro, olhos nos olhos, explicando aos portugueses que há uma alternativa".

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Até porque, disse o cabeça-de-lista social-democrata, há uma relação muito especial entre Portugal e o PSD, "o seu barómetro, o seu sismógrafo".

"Nestes 35 anos, os melhores dias do PSD coincidiram com os melhores dias de Portugal. Os piores dias do PSD coincidiram com os mais amargos e difíceis dias de Portugal", disse.

"Temos a obrigação moral, a responsabilidade de nos mobilizarmos e de criar dinâmicas de projecto, de expectativa, de esperança para levantarmos Portugal e os portugueses", acrescentou.

Paulo Rangel alertou que "neste exacto momento o PSD tem esta oportunidade de ser o agente da confiança e do ressurgimento do melhor do espírito dos portugueses: as eleições europeias".

"Cabe-nos a nós sermos o agente dessa viragem, dessa mudança, dessa transformação".

O candidato considerou que "Portugal não pode querer aproximar-se da Europa e viver de obras públicas megalómanas que beneficiam sempre os mesmos, hipotecando as gerações futuras".

"Não pode também continuar a viver de fundos comunitários de papel e no papel, que o Governo incompetente não aproveita nem executa. Em 2007 e 2008, dos 25 por cento de fundos que devia ter aproveitado executou apenas dois por cento. Repito: dois por cento", sublinhou.

"Como estaria hoje Portugal se esses fundos estivessem no terreno a ajudar a combater a crise?", questionou.

Hoje, "ao fim de 35 anos, o país volta a chamar o PSD e o PSD tem de responder à chamada. Só o pode fazer através de cada um de vós, o agente que pode fazer a viragem".

Joaquim Biancard, vice-presidente da JSD e candidato às europeias, afirmou que nunca sentiu "tanta falta, como hoje em Portugal, de uma social-democracia moderna que defenda os princípios da liberdade e da tolerância".

Referindo-se ao episódio da "farinha Maizena", o candidato afirmou: "Face à primeira, apenas a primeira proposta de Paulo Rangel, como eles se mostraram nervosos, quanta falta de educação".

Antes, o líder da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, havia já alertado que "é tempo da sociedade civil chamar novamente o partido para corrigir os desvarios da governação socialista".

O dirigente apelou a Manuela Ferreira Leite, presente no almoço, para que "tenha resistência e força por Portugal e por uma política de verdade, mas, acima de tudo, pela obrigação patriótica de levar novamente o PSD ao governo".

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