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Rangel de fora das diretas do PSD

Rangel de fora das diretas do PSD

Paulo Rangel afastou, esta quinta-feira, uma candidatura à liderança do PSD, dizendo que não faria sentido voltar a concorrer quatro meses depois das diretas perdidas para Rui Rio. O eurodeputado garante, porém, que está disponível para colaborar com o próximo presidente do partido.

Depois de ter admitido estar em "reflexão" sobre uma eventual repetição da candidatura à liderança do PSD, Paulo Rangel foi revelando, depois, que afinal estava concentrado na questão da guerra na Ucrânia, acabando por falhar, devido a esse motivo, as últimas duas reuniões do Conselho Nacional do partido.

O afastamento começou a ser interpretado como uma indisponibilidade para avançar, até porque muitas das "tropas" que teve ao seu lado nas diretas de 27 de novembro já se posicionaram junto de Luís Montenegro, visto como o mais bem posicionado para suceder a Rui Rio, apesar de ainda não ter confirmado publicamente uma candidatura.

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Esta quinta-feira, Paulo Rangel tornou público o que muitos davam como garantido em surdina: que não vai voltar a concorrer à liderança do PSD. O eurodeputado não justificou a decisão, porém, com a falta de apoios internos. Pelo contrário. "Espaço para avançar não tenho dúvidas que existia. Mas é um processo muito fresco. Foi há quatro meses. Sinceramente, acho que neste momento não devo ser candidato. Não posso estar a candidatar-me de quatro em quatro meses", justificou o eurodeputado, em entrevista ao programa Hora da Verdade, da Rádio Renascença e jornal "Público".

Rangel referia-se, assim, às diretas que disputou com o atual presidente Rui Rio, que perdeu por cerca de 47,6% dos votos. Mas já tinha concorrido, em 2010, contra Pedro Passos Coelho, tendo também perdido.

O eurodeputado recusou, no entanto, que essas duas derrotas internas sejam a razão para não se recandidatar às eleições marcadas para 28 de maio, considerando que, no final do ano passado, "era a pessoa que estava em melhores condições para liderar o partido".

"Toda a gente compreende que são circunstâncias bastante diferentes e agora deve ser outro ou outros a tomarem essa dianteira", declarou Paulo Rangel, considerando que "há, com certeza, nomes muito fortes" para concorrerem à liderança. E enumerou Luís Montenegro, José Ribau Esteves, Pedro Rodrigues, Miguel Pinto Luz e Carlos Moedas. "Não estou preocupado", reforçou.

"O fundamental é que o partido, depois desse processo eleitoral, possa ter soluções de unidade. O líder que for eleito, qualquer que ele seja, vai ter uma tarefa muito difícil e merece uma colaboração muito próxima e muito leal", apontou o eurodeputado, garantindo, por isso, que está "totalmente disponível para colaborar com a nova liderança".

Quanto à legitimidade de Rui Rio para indicar os nomes para a direção da bancada e Conselho de Estado, Rangel admitiu que sim, do ponto de vista estatutário e formal. Mas considerou que uma "direção transitória" deve respeitar essa condição. "Se fosse eu, teria em conta o caráter transitório das minhas funções, mas cada um sabe de si", admitiu, referindo que isso passa pela escolha de pessoas tendo em conta essa condição ou pelo "diálogo" com as várias sensibilidades internas.

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