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Rangel diz que futuro do PSD será decidido "a seu tempo"

Rangel diz que futuro do PSD será decidido "a seu tempo"

O eurodeputado Paulo Rangel defende que "não é ainda o tempo" de clarificação ou de debate interno sobre o futuro do PSD. Rangel, apontado como um dos possíveis candidatos à liderança do partido nas diretas de janeiro, considera que os sociais-democratas terão primeiro de fazer uma análise "fina e detalhada" dos resultados autárquicos.

"A seu tempo, virá o ciclo eleitoral normal do PSD e, aí sim, cada militante será chamado a assumir as suas responsabilidades", referiu Rangel, num artigo publicado esta terça-feira no "Público".

Considerando, tal como o líder do partido, Rui Rio, que os tempos atuais ainda estão "no perímetro do ciclo autárquico", Rangel afirmou que o PSD deve agora, "saudavelmente e com os pés na terra, celebrar este momento político".

O eurodeputado disse que o partido precisa de "estudar bem" os resultados das eleições autárquicas, assim como "a sua distribuição territorial". Só assim, defendeu, poderá "potenciar os ganhos e inverter e reduzir as perdas".

"O posicionamento estratégico e tático do PSD, a curto e a médio prazo, passa pela análise, pela digestão e pela compreensão destes resultados e das tendências que eles podem projetar", escreveu Rangel. "Este deve ser o debate que deve animar as semanas que aí vêm".

Risco de "erosão progressiva" permanece

O social-democrata não esclareceu qual será a sua posição no ciclo de debate interno que começará após a análise das autárquicas. No entanto, enunciou alguns "desafios substantivos" que, no seu entender, o PSD enfrenta.

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Desde logo, alertou que o partido não deve nunca abdicar "da sua vocação maioritária", sob pena de uma possível "erosão progressiva da sua identidade": "Uma coisa são entendimentos, coligações ou alianças, outra são 'frentismos' que descaracterizem a marca de água do PSD", defendeu.

No artigo, intitulado "O PSD e Portugal: desafios da esperança", Rangel argumenta que", mais do que pelos seus valores crus", os resultados "valem pelo sinal político que transmitem à sociedade portuguesa, à opinião pública e, naturalmente, aos partidos e aos seus dirigentes e militantes".

"O sinal, apesar da vitória numérica do PS, é um sinal de esperança para a construção de uma alternativa sólida e credível, capaz de mobilizar os portugueses em torno de um projeto reformista", argumentou Paulo Rangel.

Acreditou em Moedas "do primeiro ao último dia"

No texto, o eurodeputado laranja garantiu ter acreditado "do primeiro ao último dia" na vitória de Carlos Moedas em Lisboa. Nomeadamente por, "no meio das maiores adversidades e até hostilidades" este se ter norteado sempre "por ideias e pelo projeto programático" para a capital.

Tal como na mensagem que escreveu no Twitter, na noite eleitoral, Rangel voltou a não mencionar Rio. No início do mês, à SIC, tinha admitido voltar, um dia, a candidatar-se à liderança do PSD, depois de já o ter feito em 2010: "Não tenho planos, mas sonhos sempre tive, não digo desta água não beberei um dia", referiu, nessa ocasião.

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