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Rangel e Pinto Luz na vice-presidência do PSD

Rangel e Pinto Luz na vice-presidência do PSD

Luís Montenegro convidou os ex-candidatos à liderança do PSD, Paulo Rangel e Miguel Pinto Luz para as primeiras duas vice-presidências do PSD e foi recuperar alguns dos "rostos" do passismo. As listas aos órgãos nacionais foram apresentadas pelo líder eleito, durante os trabalhos do 40.º congresso do PSD. Confirmou-se a escolha de Hugo Soares para secretário-geral.

Foi a surpresa de um dia morno de trabalhos no 40.º congresso do PSD, que decorre no Pavilhão Rosa Mota, no Porto. Luís Montenegro convidou para a vice-presidência do partido os dois antigos candidatos à liderança, Paulo Rangel e Miguel Pinto Luz. O anúncio foi feito pelo próprio líder eleito, que viu nas intervenções políticas ao longo do dia um sinal de que o partido tem uma "nova vaga capaz de estar à altura do legado dos seus fundadores".

Além de Paulo Rangel e de Miguel Pinto Luz entram nas seis vice-presidências do PSD a ex-líder da JSD Margarida Balseiro Lopes, o deputado António Leitão Amaro, o líder do PSD/Braga Paulo Cunha e a advogada Inês Ramalho.

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Já o lugar do secretário-geral vai ser ocupado pelo ex-líder parlamentar Hugo Soares. Na Comissão Política Nacional entram ainda Rui Rocha, Fermelinda Carvalho, Germana Rocha, Rodrigo Gonçalves, Maurício Marques e Paulo Ribeiro.

Se na Comissão Política, Montenegro foi buscar, além de apoiantes fervorosos como Paulo Ribeiro ou Maurício Marques, nomes próximos de Rui Rio como a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho (que foi aposta pessoal do líder cessante nas últimas autárquicas), para o Conselho Nacional o líder eleito convidou alguns rostos associados a Pedro Passos Coelho, como a ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e a ex-deputada Teresa Morais.

Para a lista ao Conselho Nacional, Montenegro escolheu o autarca lisboeta Carlos Moedas para liderar a sua lista que vai integrar também o antigo vice-presidente do Governo Regional da Madeira e atual presidente da Câmara Municipal do Funchal, Pedro Calado, e o antigo deputado Luís Menezes.

Sem surpresa foi a escolha de Miguel Albuquerque para ocupar o lugar de Paulo Mota Pinto na presidência da Mesa do Congresso, tendo como número dois o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro.

A Comissão de Auditoria Financeira vai ser presidida por Nunes Liberato. E o Conselho de Jurisdição Nacional por Matos Correia. Uma escolha que deixou "muito contente" o seu antecessor. "Foi o meu presidente no CJN, com quem tanto aprendi. Rigoroso que dói, brilhante que ofusca, energético que cansa. Vai ser um alívio fazer com ele a transição das pastas", considerou Paulo Colaço.

O coordenador da campanha de Montenegro, o ex-eurodeputado Carlos Coelho, vai liderar a Academia de Formação, Pedro Duarte o Conselho Estratégico Nacional, Pedro Alves terá a seu cargo a coordenação autárquica e Pedro Reis o Movimento Acreditar. Estes quatro vão ter assento por inerência no núcleo duro do líder, a Comissão Permanente.

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