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Rangel recusa " tabuleiro de xadrez" na política e só fala de cenário de vitória nas legislativas

Rangel recusa " tabuleiro de xadrez" na política e só fala de cenário de vitória nas legislativas

O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel recusou esta segunda-feira uma visão da política como "um tabuleiro de xadrez", e só respondeu a cenários de vitória dos sociais-democratas nas próximas legislativas.

Na apresentação da sua moção de estratégia, o eurodeputado foi, por várias vezes, questionado se admite viabilizar um Governo minoritário do PS, se for esse o resultado das legislativas de 30 de janeiro, e, a uma das perguntas, respondeu com um dado estatístico.

"Já houve vários casos ao longo da história constitucional portuguesa desde 1976 em que o PSD viabilizou governos minoritários do PS ou orçamentos, nunca sucedeu o contrário até hoje", salientou.

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Ainda assim, Rangel nunca recusou nem admitiu essa possibilidade, mas rejeitou que lhe possa ser apontada qualquer ambiguidade, dizendo que vai trabalhar "num cenário, numa visão, num rumo" que passa por uma "maioria estável do PSD", "de preferência absoluta".

"A política, para quem realmente a leva a sério, não é um tabuleiro de xadrez, onde andamos a fazer cálculos matemáticos para saber quem fica no Governo, temos de fazer uma proposta clara", afirmou.

Ainda assim, ao contrário do seu opositor interno Rui Rio, cuja moção diz querer construir "uma nova maioria sem linhas vermelhas", Rangel traça as suas em relação ao Chega, mas também ao PCP e BE, sem se referir ao Partido Socialista.

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