Educação

Ranking: Mais de metade das escolas não melhora notas

Ranking: Mais de metade das escolas não melhora notas

Mais de metade das secundárias, públicas e privadas, não consegue melhorar as notas dos seus alunos face a uma média nacional. Um quinto dos estabelecimentos teve média negativa no ranking feito com base nos exames.

Os percursos diretos de sucesso são a percentagem de alunos, em cada escola, que termina o secundário sem chumbar e com positiva nos exames nacionais. Esse nível pode ainda ser comparado com a média nacional registada pelos estabelecimentos com um contexto similar - ou seja, que partiu da mesma média no 10º ano. É este diferencial que mede o sucesso de uma escola e a tabela construída a partir deste indicador (e que pode consultar no suplemento publicado na edição impressa do Jornal de Notícias deste sábado) revelou que 42 estabelecimentos tiveram um índice de progresso nulo e que 286 (mais de metade) pioraram os resultados entre o 10º e o 12º.

Para o secretário de Estado da Educação, João Costa, este indicador criado pelo Ministério da Educação, em 2016, "mede a mais-valia de cada escola para o aluno. Além de comparar alunos comparáveis" e de penalizar a seleção de alunos ou a retenção de quem tem notas mais baixas para não ir a exame e prejudicar a média da escola. Esta é uma tabela mais dividida entre secundárias e colégios com 59 públicas entre os 100 primeiros lugares.

Já no ranking feito com base nos resultados dos exames nacionais mantém-se a hegemonia dos colégios. Um quinto das escolas registou média negativa, só dez (1,6%), todas privadas, conseguiram classificação superior a 14 valores. A tabela volta a ser liderada, pelo segundo ano consecutivo, pela Academia de Música de Santa Cecília (Lisboa). As primeiras públicas são as secundárias Quinta do Marquês (Oeiras), no 41º lugar, e Clara de Resende (Porto) em 43º lugar.

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