Cerimónia

Reabertura da fronteira com Espanha é reencontro de "irmãos e amigos"

Reabertura da fronteira com Espanha é reencontro de "irmãos e amigos"

As fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha, que estavam fechadas desde 16 de março por causa da pandemia, abriram às 23 horas de terça-feira.

Três meses e meio depois de Portugal e Espanha terem encerrado as fronteiras terrestres, como medida de contingência para mitigar os efeitos da pandemia, as portas voltaram a abrir-se ontem à noite. A reabertura da fronteira foi assinalada, esta quarta-feira de manhã, numa cerimónia oficial sem discursos, que se dividiu entre Badajoz e Elvas e que contou com Marcelo Rebelo de Sousa, o rei Felipe VI e os chefes dos Governos português e espanhol, António Costa e Pedro Sánchez.

As cerimónias tiveram início pelas 9.45 horas portuguesas (mais uma em Espanha), no Museu Arqueológico de Alcáçova de Badajoz, e terminaram cerca de uma hora e meia depois, no Castelo de Elvas, no distrito de Portalegre. Em cada um dos lados da fronteira, os chefes de Estado e de Governo ouviram os dois hinos nacionais, executados pela Orquestra da Estremadura, do lado espanhol, e pela Banda da Armada, do lado português.

Reencontro de "irmãos e amigos"

Numa mensagem partilhada no Twitter, antes das cerimónias oficiais, António Costa considerou a reabertura da fronteira um reencontro entre vizinhos "irmãos e amigos" que terão mais peso se estiverem lado a lado na União Europeia. "Desta fronteira aberta depende a nossa prosperidade partilhada e um destino comum no projeto europeu", escreveu o primeiro-ministro, que julga "essencial para ambos os países que os contactos voltem gradualmente a adquirir a dimensão e a dinâmica anteriores à eclosão da pandemia". "Penso em especial nas populações raianas que, quotidianamente, atravessam a fronteira", acrescentou, rejeitando a ideia de "um continente de fronteiras encerradas".

Entretanto, em declarações à Rádio Nacional de Espanha, o chefe de Governo disse que "a última coisa que podemos pensar é termos de voltar de novo ao fecho da fronteira e da atividade económica". "Temos de tentar evitá-lo e cumprir com muito rigor todas as normas de segurança e saúde", até haver "uma vacina com um tratamento eficaz".