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Reavaliação da rede escolar passará por fecho de escolas, garante Governo

Reavaliação da rede escolar passará por fecho de escolas, garante Governo

O Ministério da Educação e Ciência está a fazer a "uma reavaliação" do plano de reorganização da rede escolar, mas garante que irá prosseguir "uma política de racionalização" que implicará o encerramento de escolas.

"O Ministério da Educação e Ciência esclarece que prosseguirá uma política de racionalização da rede escolar, que implicará necessariamente o encerramento de escolas. Está a ser feita, no entanto, uma reavaliação, que terá em conta as necessidades da população escolar e a qualidade do ensino prestado", refere o comunicado do Ministério da Educação e Ciência, que não esclarece se está ou não suspenso o encerramento das escolas.

De acordo com a edição de hoje do Diário de Notícias, o Ministério da Educação - liderado por Nuno Crato - já não vai encerrar 654 escolas com menos de 21 alunos que deveriam fechar até ao final deste mês, no âmbito do plano de reorganização escolar.

O gabinete de Nuno Crato confirmou apenas, em comunicado, que está a reavaliar este plano, não adiantando quando se prevê concluir este processo.

O plano de reorganização da rede escolar começou em 2005 e visava encerrar todas as escolas do primeiro ciclo com menos de 10 alunos, tendo a primeira fase culminado com o fecho de mais de 2500 escolas. A segunda fase começou em 2010 e levou ao encerramento de 700 escolas com menos de 21 alunos.

A nova fase do plano previa o encerramento até ao final deste mês de mais 654 escolas, mas a Associação Nacional dos Municípios Portugueses considera, agora, que a medida do novo ministro significa na prática uma "moratória" do encerramento até pelo menos Setembro de 2012.

"Creio que teremos o próximo ano lectivo para analisar esta situação, até porque a diminuição de custos em termos orçamentais é diminuta face ao problema grande que o país tem", disse à Lusa António José Ganhão, autarca de Benavente que representa a Associação Nacional de Municípios nos assuntos da Educação.

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"Acho que seria razoável que pudéssemos trabalhar no próximo ano lectivo, preparando os diplomas necessários para normalizar esta situação", acrescentou o presidente da Câmara de Benavente.

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