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Recolha seletiva vai pôr a pagar mais quem não recicla

Recolha seletiva vai pôr a pagar mais quem não recicla

Lixo diferente, dias diferentes para recolher. Já é assim para quase 150 mil habitantes dos oito municípios pertencentes à Lipor. Depois de seis anos quase parada, a recolha seletiva porta a porta deu, em 2018, um salto de gigante: arrancou em seis municípios, entre os quais o Porto, abrangendo agora mais 11 mil casas e 29 590 pessoas. Na Póvoa de Varzim, a partir de janeiro, a fatura do lixo vai baixar.

Em Lisboa, por exemplo, o sistema já dá lucro. Em todo o Grande Porto, a ideia é caminhar para o PAYT (Pay As You Throw), ou seja, que cada um pague apenas pelo lixo que não recicla.

Em 2017, apenas 21% do lixo recolhido nos oito concelhos integrados no serviço intermunicipal de gestão de resíduos da Lipor advém da separação, 11,8% da recolha multimaterial (papel, plástico e vidro que, depois de reciclados, originam novos produtos) e 8,9% de bio-resíduos (orgânicos e verdes). 79% era indiferenciado, na sua grande maioria queimado para produção energética. Neste ano, essa percentagem desceu 1% (e o porta a porta é já apontado como um dos responsáveis), mas a verdade é que muito mais poderia ser reaproveitado, se todos reciclassem. No indiferenciado, cerca de 40% são resíduos orgânicos, que a serem reaproveitados dariam origem ao composto biológico Nutrimais, produzido pela Lipor. A mudança passa pelo porta a porta.