Ponto de situação

Rede de oxigénio "estabilizada" no Amadora-Sintra: 43 doentes transferidos

Rede de oxigénio "estabilizada" no Amadora-Sintra: 43 doentes transferidos

Sobrecarga na rede de fornecimento de oxigénio originou uma falha que obrigou à transferência de doentes, mas a situação já está regularizada. Hospital anuncia que tem em curso um conjunto de obras para o reforço da capacidade da rede.

Depois de uma falha da rede de oxigénio do Hospital Amadora-Sintra ter obrigado, esta terça-feira à noite, à transferência de algumas dezenas de doentes, a unidade hospitalar esclareceu, esta manhã, que a referida rede está "a funcionar de forma estabilizada e dentro os padrões de segurança, mantendo-se a monitorização permanente do seu fluxo".

Num ponto de situação publicado no Facebook, o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca confirmou "os constrangimentos" verificados ontem à noite, motivados pela sobrecarga da rede, explicando que se tornou "aconselhável a transferência de 53 doentes para outras unidades de saúde da região de Lisboa com vista a garantir a diminuição do número de doentes internados".

A instituição voltou a sublinhar, ainda assim, "que não está em causa, como nunca esteve, a disponibilidade de oxigénio ou o colapso da rede", já que as falhas estiveram associadas a uma dificuldade em manter a pressão.

De referir que, ao início da tarde, num ponto de situação efetuado pelo enfermeiro-diretor do hospital, Rui Santos, se esclareceu que, na terça-feira, foram transferidos 43 e não 53 pacientes, como tinha sido anunciado anteriormente.

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"Em momento algum os doentes internados estiveram em perigo devido a esta ocorrência, tendo as flutuações da rede sido colmatadas com recurso a garrafas de oxigénio, envolvendo a mobilização de vários profissionais, cujo esforço se enaltece e agradece publicamente", pode ler-se na nota.

Questionado, esta quarta-feira de manhã, em relação ao caso, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, garantiu que a transferência de doentes foi "preventiva", realçando a colaboração demonstrada por todos os hospitais da região. "É o sistema a funcionar", frisou, assegurando que "o Governo fará todos os esforços para que nenhum português tenha falta de cuidados".

O hospital recordou que é a unidade de Lisboa com mais doentes covid internados: 363 até esta terça-feira, "registando-se um aumento de 400% desde 1 de janeiro". "Muitos destes doentes necessitam de oxigénio medicinal em alto débito", esclareceu.

Por isso - para "melhorar a capacidade de resposta - a unidade já tem em curso um conjunto de obras "para reforço da rede de fornecimento de oxigénio" nomeadamente em enfermarias, serviços de urgência e unidades de cuidados intensivos.

"Além disso tiveram também já início os trabalhos de instalação de uma rede redundante na Torre Sintra, que - tal como a rede redundante já instalada na torre Amadora - irá reforçar a rede de gases medicinais já existente", acrescentou a instituição, frisando ainda que vai também ser instalado "um tanque de oxigénio para alimentar em exclusivo a Área Dedicada a Doentes Respiratórios do Serviço de Urgência e que ficará independente da rede principal".

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