Covid-19

Rede de pontos de vendas dos jornais está a alargar-se

Rede de pontos de vendas dos jornais está a alargar-se

A pouco e pouco, a rede de quiosques e pontos de venda dos jornais vai-se alargando e, neste início de mês, reabriram mais de duas centenas e meia, espalhados por todo o país.

Paulo Tavares, dono do café Paculli, na Rua de São Roque da Lameira, no Porto, já lá vão 30 anos, aproveitou o facto de vender jornais e revistas para reabrir.

"Fechei por uma questão de precaução. Mas com contas para pagar, resolvi reabrir. Já vendi alguns jornais, mas a rua tem pouco menos movimento. Nota-se que muita gente se fica por casa e, por via do fecho das escolas, boa parte dos meus clientes não vem cá", afirmou o comerciante.

Mas o dinheiro não é a única mola que faz mover Paulo Tavares, para quem "os jornais são mesmo um bem essencial".
"Sou um leitor compulsivo, e não passo sem os jornais. E logo na manhã do primeiro dia já vendi alguns, apesar de as pessoas só aos poucos irem sabendo que o café reabriu", concluiu.

Na A4, na Rua Nova Corujeira, Domingos Senra conseguiu vencer o receio da mulher e está de novo de portas abertas, o que quase parece um eufemismo perante o enorme painel de acrílico que impede os clientes de entrar.

"Estive fechado desde o dia 19 do mês passado, mas decidi reabrir. E, apesar de os jovens não gostaram muito de ler em papel, mas continuo a vender jornais", referiu.

Alexandra Silva, da papelaria Ardina, na Rua do Campo Alegre, sublinha, por seu lado, que os 15 dias de fecho se deveram a precaução e ao facto de não saberem se podiam estar abertos.

"Também por sermos uma loja pequena tínhamos menos hipóteses de implementar meios de proteção. Reabrimos porque há despesas a pagar e está a correr relativamente bem. Noto é que não aparecem os clientes mais idosos. Sinal de que estão a cumprir as medidas de confinamento. E acho mesmo bem que os quiosques estejam autorizados a estar abertos. Nada chega ao prazer de ler o jornal em papel", disse.

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