"Linhas Vermelhas"

Região Centro é a única com incidência inferior a 240 casos

Região Centro é a única com incidência inferior a 240 casos

A "linha vermelha" dos 240 casos de covid-19 por cem mil habitantes já foi ultrapassada no Norte, em Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. O Centro deverá atingir esse limiar em menos de 15 dias. Algarve com incidência acumulada superior a 960 casos.

O Algarve é a região do país com maior taxa de incidência acumulada a 14 dias. De acordo com o relatório de monitorização das linhas vermelhas para a covid-19, emitido esta sexta-feira à noite, a 21 de julho a região contava com 960 casos de infeção por 100 mil habitantes.

No resto do continente, apenas a região do Centro ainda não atingiu a marca dos 240 casos por 100 mil habitantes. Lisboa e Vale do Tejo (LVT) estava com 513, o Norte com 425 e o Alentejo com 264.

A manterem-se as taxas de crescimento de infeção, os especialistas estimam que em menos de 15 dias a região Centro também atinja o limiar dos 240 casos.

O documento, da responsabilidade da Direção-Geral da Saude (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), mostra que é na faixa etária dos 20 aos 29 anos que a incidência é maior: mil casos por 100 mil habitantes. O aumento de casos das últimas semanas fazer crescer a preocupação com as pessoas mais idosas.

"Ainda que o atual risco de infeção nos grupos mais velhos seja menor do que o da população em geral, o incremento do número de casos no grupo etário acima dos 80 anos pode vir a condicionar um aumento de número de internados e eventualmente do número de óbitos nas próximas semanas", lê-se no documento. A 21 de julho, a taxa de incidência a 14 dias era de 128 casos por 100 mil habitantes nesta faixa etária.

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Mais dez camas de Cuidados Intensivos

Na mesma data, o país tinha 860 pessoas internadas, destas 180 em cuidados intensivos (CI). O documento explica que corresponde a 70% do limiar definido como crítico. Há uma semana, o número de camas de CI para covid-19 era de 245. Esta semana aumentou mais dez.

A região de LVT era a que tinha mais doentes graves (97), tendo 94% das 103 camas ocupadas (54% do total nacional). A região aumentou o limite de camas para 103. Era entre os 40 e os 49 anos que havia mais doentes internados (86).

O documento esclarece ainda os números de camas de cuidados intensivos alocadas a cada região. No total, o continente conta com 338 camas para doentes graves de covid-19. Destas, ao se atingirem as 255 (75%) chega-se ao nível de alerta.

A região de LVT tem 137 camas (103 até ao nível de alerta), o Norte conta com 100 (75), Centro tem 45 (34), Alentejo 26 (20) e o Algarve 30 (23).

Mesmos casos de delta plus

Apesar de a variante delta ser dominante no país (94,8% de frequência relativa entre 5 e 11 de julho), a delta plus (uma sublinhagem da delta mais infecciosa) não aumentou na semana em apreço. Mantêm-se os 56 casos detetados no país.

A nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 5,2%, entre 8 e 14 de julho (na semana passada foi de 4,9%), valor que se mantém acima do limiar definido de 4%. Observou-se um aumento do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias.

No período em apreço foram realizados 449 570 testes. A proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 4,8% (na semana passada foi de 4,6%), mantendo-se abaixo do limiar de 10%.

Nos últimos sete dias, pelo menos 86% dos casos de infeção foram isolados em menos de 24 horas após a notificação e, no mesmo período, foram rastreados e isolados, quando necessário, todos os contactos em 73% dos casos.

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