SNS

Região de Lisboa com gestão centralizada nos internamentos de covid-19

Região de Lisboa com gestão centralizada nos internamentos de covid-19

Depois das críticas que se têm ouvido nas últimas semanas sobre a dificuldade dos médicos em reencaminharem doentes com covid-19 para outras unidades hospitalares, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo anunciou a entrada em funcionamento de um modelo de gestão centralizada dos internamentos. Terça-feira estavam ocupadas 420 de 517 camas.

As camas hospitalares para doentes com covid-19 na área de intervenção da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) vão passar a ser administradas por duas equipas, que entraram em funcionamento no início da semana. São o Grupo de Gestão Centralizada (GRGC) e o Núcleo de Apoio à Decisão (NAD).

PUB

Em comunicado, emitido esta quinta-feira, a ARSLVT explica que essa "coordenação envolve especial complexidade", para adequar a resposta a todas as necessidades de saúde dos cidadãos, e "num cenário de incerteza" criou o GRGC, que vai analisar a informação detalhada pelo NAD e fazer a ligação com os hospitais da região.

De manhã, em declarações à Antena 1, Filipe Froes, pneumologista e coordenador do gabinete de crise covid-19 da Ordem dos Médicos, tinha sido mais uma das vozes que criticou a falta de uma gestão integrada a nível regional.

"Obriga os profissionais de saúde a terem de contactar para diferentes instituições hospitalares à procura de vagas. É tempo precioso que um profissional de saúde, muitas vezes diferenciado, perde para fazer um trabalho quase burocrático", frisou.

Recorde-se que desde que os números de infeções voltaram a subir, os hospitais Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) e Beatriz Ângelo (Loures) começaram a relatar um aumento de internamentos que os estava a deixar próximo da lotação. A 8 de outubro, Luís Pisco, presidente da ARSLVI, anunciou a criação de uma "coordenação centralizada dos casos", para os distribuir pelas unidades com camas disponíveis.

De acordo com a ARSLVT, o plano de contingência para a gestão de camas hospitalares prevê três níveis de resposta, "aumentando sucessivamente o número de camas de enfermagem dedicadas à covid-19".

A 13 de outubro, os hospitais da região tinham 517 camas de enfermaria dedicadas a doentes com covid-19, estando ocupadas 420. Nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) estavam alocadas 97 camas, 64 das quais ocupadas. A capacidade instalada na região é de 6330 camas de enfermaria e de 301 de UCI de adultos polivalente, lê-se no documento.

O plano de contingência prevê 571 camas no primeiro nível, destas, 104 em UCI. No nível 2 está prevista a existência de 738 camas, com 148 em UCI. E no nível três o número sobe para 917, e em UCI serão 185.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG