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Regresso às discotecas com "afluência satisfatória" na primeira noite

Regresso às discotecas com "afluência satisfatória" na primeira noite

Após 19 meses em silêncio e com as portas fechadas, as discotecas reabriram na madrugada desta quinta-feira. Foi um regresso tímido até porque nem todas reabriram, mas com uma "afluência satisfatória". O balanço é feito pela Associação Nacional de Discotecas que espera que, nas noites desta sexta-feira e sábado, a procura seja maior.

"As discotecas ainda não reabriram em massa. Houve aberturas pontuais. Em Lisboa, abriram cerca de dois ou três espaços. Vai ser uma abertura gradual. Hoje vão abrir muitos mais espaços do que ontem. Até porque sabemos que, em muitas partes do país, a abertura das discotecas limita-se ao fim de semana", disse ao JN José Gouveia, presidente da Associação Nacional de Discotecas (AND), estimando a reabertura de cerca de "meia dúzia de discotecas" esta madrugada.

"Tenho recebido algumas imagens da reabertura pelo e a afluência foi bastante satisfatória. Não houve uma loucura, mas uma afluência expectável. Pelo menos das camadas mais jovens. Muitos deles nem sabiam o que era uma discoteca", contou o responsável pela AND.

Recordando que o setor da diversão noturna "foi o primeiro a fechar o último a abrir", trazendo "grandes danos à indústria", José Gouveia estima que 60% das discotecas do país não voltem a funcionar. Algumas, mesmo após a reabertura, terão "uma morte na praia". Por isso, apoios são essenciais. Quer seja através de um alívio fiscal, de linhas de crédito ou de apoios a fundo perdido.

"Não é expectável que, de repente, toda a gente vá encher as discotecas. Tem de haver um suporte financeiro muito grande e aí tem de entrar o Estado com apoio. Os apoios não podem terminar agora", sublinhou.

Admitindo que as pessoas possam ter algum receio devido à situação pandémica, José Gouveia alerta que cabe as empresários "demonstrar que as discotecas são seguras". "Esse trabalho tem de ser feito através de fiscalização à porta para assegurar que toda a gente a mostra o seu certificado de testagem, vacinação ou recuperação e da não permissão de que as lotações cheguem ao seu máximo para que as pessoas se sintam seguras. Se demonstrarmos que somos parte da solução e nunca do problema, acho que as pessoas vão voltar. Será um percurso a longo prazo", afirmou.

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