Política

Regresso de Manuel Monteiro divide CDS-PP

Regresso de Manuel Monteiro divide CDS-PP

O regresso de Manuel Monteiro ao CDS-PP está a dividir um partido em época de disputa pela sucessão da liderança de Assunção Cristas.

O antigo líder do CDS-PP, Manuel Monteiro, critica a demora da direção nacional em aceitar a sua refiliação e um vogal do Conselho de Jurisdição Nacional já pediu a demissão em protesto. Nesta terça-feira, Diogo Feio exigiu que Monteiro diga ao que vem, referindo que "as moscas não passaram a andar com as patas para cima".

Para Diogo Feio não faz sentido que seja Manuel Monteiro a exigir explicações da secretaria-Geral pela demora na análise do pedido de refiliação, que apresentou em finais de setembro passado e foi aceite por unanimidade pela Concelhia de Vila do Conde,
"As moscas não passaram a andar com as patas para cima", crê Diogo Feio, considerando que deve ser o antigo presidente do CDS-PP a explicar as razões do seu regresso, depois de ter saído, em 2003 para fundar o partido Nova Democracia.

"Temos um ex-presidente que volta a apresentar a sua filiação, que criou um partido contra o CDS, um partido para fazer mal ao partido, que fez variadíssimas declarações atacando quem o presidia e vários dos seus dirigentes", destaca, Diogo Feio, considerando "mais do que razoável" que seja a próxima direção nacional a analisar a refiliação de Manuel Monteiro.

A demora da secretaria-geral em analisar o pedido do ex-líder, que já foi encarada por Monteiro como "uma questão política", já suscitou, contudo, uma demissão, em jeito de protesto. Trata-se de Pedro Melo, vogal do Conselho Nacional de Jurisdição. Para o advogado, trata-se de uma situação "intolerável".

Esta terça-feira também, a Tendência Esperança em Movimento (TEM) veio exigir a Assunção Cristas que ponha "ordem na casa" e resolva "estas coisas que estão a acontecer no partido". Em causa, segundo o porta-voz Abel Matos Santos, polémicas em torno das contas do CDS-PP e o atraso na refiliação de Manuel Monteiros. Questões suficientes para a TEM exigir um Conselho Nacional.

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