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Supertaça. Regresso do público aos estádios é "desejável" desde que se cumpram regras

Supertaça. Regresso do público aos estádios é "desejável" desde que se cumpram regras

A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou esta terça-feira que o regresso do público aos estádios de futebol e a outros grandes eventos é "possível e desejável, desde que as regras sejam cumpridas". No entanto, não soube dizer se a Supertaça, que se joga este sábado, já terá ou não adeptos.

"Há a possibilidade de fazer essa abertura", revelou a governante, à saída da reunião do Infarmed. Para que o público regresse aos estádios será necessário o "respeito por um conjunto de regras", como o uso da máscara, a separação física e a "eventual utilização de testes ou de certificados", anunciou.

Nos eventos em recintos fechados haverá uma "maior restrição", referiu Marta Temido, recordando que os especialistas sublinharam a importância do arejamento dos espaços interiores.

Marta Temido não soube, no entanto, responder se o jogo da Supertaça Cândido de Oliveira, entre o Sporting e o Braga, já irá ter adeptos nas bancadas. Na quinta-feira, o Conselho de Ministros irá "apreciar" as atuais medidas e "refletir" sobre as recomendações dos peritos, revelou.

Vacinação de crianças depende dos peritos

Sobre a vacinação de crianças, a ministra lembrou que está a ser feita uma avaliação de risco/benefício, da qual dependerá a decisão do Governo. No entanto, garantiu que o país está "preparado", em termos logísticos, para proceder a essa vacinação, caso ela venha a ser implementada.

Ainda assim, Marta Temido fez saber que a "hesitação vacinal" está concentrada "num grupo etário um pouco mais avançado do que aquele que poderíamos supor à partida". Segundo os especialistas, esta verifica-se sobretudo na população ativa, entre os 26 e os 65 anos.

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Já a possibilidade de o limiar da incidência na matriz de risco subir para os 480 casos por 100 mil habitantes, como sugeriram os peritos, será "um efeito do que os portugueses conquistaram", defendeu Marta Temido. Para a ministra, a vacinação e a "capacidade de sacrifício" dos portugueses foram fatores decisivos para que essa hipótese esteja a ser colocada.

A governante afirmou que a predominância da variante Delta em todo o país, bem como o facto de "mais de 9 milhões da população" viver em concelhos com uma incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes, irá permitir "alguma uniformidade" nas medidas que o Governo tomará na quinta-feira.

Temido frisou ainda que a vacinação reduz "três vezes a necessidade de hospitalização" e três vezes as mortes por covid-19, o que atesta a "efetividade" do fármaco. Como consequência, o regresso a uma "maior normalidade" está "cada vez mais próximo", embora seja necessário "preparar" o Inverno.

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