Poder local

Reitor de Coimbra critica falta de harmonização do país

Reitor de Coimbra critica falta de harmonização do país

O reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, criticou na manhã desta sexta-feira o que entende ser uma falta de harmonização, nestas quatro décadas de poder local democrático.

Para João Gabriel Silva, não faz sentido que os serviços estejam todos centralizados em Lisboa.

"Tomemos o exemplo da Alemanha. Nenhum Tribunal Superior está em Berlim. O Tribunal Constitucional está em Karlsruhe e o Tribunal Superior Administrativo em Leipzig. Em Portugal, os quatro Tribunais Superiores estão em Lisboa", apontou, gracejando que Coimbra seria a cidade ideal para o Tribunal Constitucional. "Os últimos presidentes vieram todos de Coimbra", lembrou.

Segundo o reitor da Universidade de Coimbra, "Portugal não está a dar passo nenhum para distribuir estruturas necessárias no país".

"Autarca tem de ser um gestor"

João Gabriel Silva falou na abertura do colóquio "Poder Local Democrático, 40 anos depois", que decorre até sábado no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Num primeiro painel da manhã, o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, resumiu as principais características do poder local no atual século, apontando que um autarca, atualmente, tem de ser cada vez mais um gestor.

"Tem uma importância crescente. São medidas que não valem votos, pelo menos no imediato, mas o presidente de Câmara tem de tratar das Finanças, dos Recursos Humanos e perceber quais são os estrangulamentos ao desenvolvimento da cidade", defendeu. Revelou ainda que as melhores e as piores pessoas com quem trabalhou estavam na Administração Pública.