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Orçamento de Estado

Reposição das 35 horas na Saúde custou 19 milhões de euros

Reposição das 35 horas na Saúde custou 19 milhões de euros

A reposição das 35 horas de trabalho semanais na área da Saúde custou 19 milhões de euros, anunciou esta manhã de segunda-feira o ministro da Saúde, na Assembleia da República.

Adalberto Campos Fernandes está no Parlamento a prestar explicações aos deputados sobre o Orçamento do Estado 2017 na área da Saúde.

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Em resposta a um pergunta da deputada do CDS -PP, Isabel Galriça Neto, o ministro da Saúde esclareceu que, tal como previsto, a reposição da semana de 35 horas aos profissionais que trabalham na área da Saúde representou encargos de 19 milhões de euros.

As contas de 2016 marcaram o início do debate. A Saúde vai terminar o ano com um défice de 248 milhões de euros, "um dos melhores saldos" nos últimos anos, apesar do agravamento que sofreu com o défice herdado pelo anterior governo, afirmou o ministro.

A afirmação de Adalberto Campos Fernandes motivou uma gargalhada da deputada Ângela Guerra, do PSD.

"Não ria, porque quem projeta menos 30 [milhões de euros] e acaba com menos 372 [milhões de euros] não é muito bom a fazer contas", respondeu o ministro, referindo-se às contas iniciais do seu antecessor, Paulo Macedo.

De acordo com a nota explicativa do Orçamento do Estado para 2017, "o objetivo traçado pelo anterior Governo para o défice de 2015 do Serviço Nacional da Saúde (SNS) era de 30 milhões de euros. Com a informação disponível em janeiro de 2016 estimou-se que o défice seria de 259 milhões de euros", mas este atingiu os 372 milhões de euros.

Os deputados da Oposição, PSD e CDS-PP, insistiram na questão do aumento da dívida dos hospitais aos fornecedores. Miguel Santos, do PSD, classificou a governação do atual ministro como "medíocre" porque "põe em causa a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo os últimos dados da Administração Central do Sistema de Saúde, em setembro a dívida dos hospitais aos fornecedores era de 711 milhões de euros, mais 62% do que no período homólogo. Adalberto Campos Fernandes garantiu que tudo será feito para no final do ano "termos a mesma posição de 2015".

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