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Resultado eleitoral na Holanda é "muito encorajador"

Resultado eleitoral na Holanda é "muito encorajador"

Tanto o governo português, como os partidos à Direita e Esquerda, saúdam o resultado eleitoral nas legislativas na Holanda, onde o primeiro-ministro foi reeleito e o partido de extrema-direita ficou em segundo.

O Partido Popular para a Liberdade e a Democracia (VVD, de direita) do primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, conseguiu 33 assentos nas eleições gerais de quarta-feira na Holanda, enquanto o Partido da Liberdade (PVV, extrema-direita), liderado por Geert Wilders, ficou na segunda posição, com 20 deputados.

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O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que estes resultados são uma "boa notícia" para Portugal. "Aparentemente não há alteração no Governo. Continua a mesma linha europeia, a mesma linha moderada", afirmou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, diz que o resultado eleitoral na Holanda é "muito encorajador".

"A força que claramente exprime a vontade de romper com a União Europeia e, sobretudo, de romper com o modelo económico e social que subjaz à União Europeia, que era o partido do senhor Wilders, foi clamorosamente derrotada", afirmou Augusto Santos Silva à Lusa.

"É mesmo uma escassa minoria no parlamento, como foi uma escassa minoria dos cidadãos holandeses que votaram nessa força", acrescentou.

A eurodeputada do BE Marisa Matias considera que os resultados das eleições na Holanda confirmam a crise dos sistemas políticos. "Há a vitória dos liberais e há um trambolhão da social-democracia, que paga um preço enorme por ter governado com os liberais de direita, e também dos próprios liberais de direita, que diminuem os votos e os lugares", explicou.

"Vai ser difícil formar Governo, mas já era previsível", refere Marisa Matias, frisando: "é uma boa notícia Wilders [candidato da extrema-direita] não ter ganhado as eleições, mas ficou em segundo lugar. Não é uma boa notícia quando apesar de tudo a extrema-direita ganha lugares".

À Direita, também o PSD entende que a reeleição de Mark Rutte foi uma derrota dos populismos e extremismos, mas também "foi uma vitória das forças políticas pró-europeias e da moderação política".

"Nesse sentido temos sempre de saudar e respeitar a decisão soberana do povo holandês, mas temos de saudar também que esta foi uma derrota dos populismos e dos extremismos e a Europa precisa da Holanda como parceira, como tem sido ao longo destas últimas décadas, para levarmos a cabo as reformas que a União Europeia precisa", sublinhou o vice-presidente da bancada do PSD, Miguel Morgado.

O deputado do CDS, Pedro Mota Soares, considera que a reeleição de Mark Rutte revela que continua a existir um forte sentimento de pertença europeia. "Os partidos que apoiam a presença da Holanda na União Europeia e na Zona Euro têm uma votação muito expressiva e, nesse sentido, há uma derrota dos populismos, daqueles que levantavam muito a voz a favor da saída da Holanda da Zona Euro e da própria União Europeia", salientou.

"O fenómeno dos populismos existe em muitos outros países, muitas vezes à extrema-direita, outras vezes à extrema-esquerda, mas que conflui exatamente no mesmo pensamento que é um pensamento protecionista contra o comércio livre, contra a união dos países exigindo um conjunto de barreiras e exigindo que muitos destes países saiam do euro e da União Europeia", explicou.

O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) manifestou o seu agrado com a subida dos Verdes da Esquerda nas eleições na Holanda, mas sublinhou a preocupação com a subida da direita.

"Apesar de não acontecer o que muito se temia, que era a extrema-direita vencer, isso não aconteceu, o que é bom, mas por outro lado há toda uma direita holandesa que sobe", disse à Lusa Victor Cavaco, da Comissão Executiva do PEV, frisando o agrado com a subida dos verdes holandeses, o partido que mais cresce nestas eleições.

"O partido que lidera do governo ganhou eleições, mas perde em relação ao passado, assim como o seu parceiro de coligação, que perde bastante, o que denota uma forte penalização do Governo. A subida da direita também nos preocupa bastante, com todo o populismo, todo este fenómeno que está a acontecer um pouco por toda a Europa, e não só, e que se vê refletido aqui na Holanda", acrescentou.

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