Covid-19

Resultado positivo nos autotestes prevê comunicação ao SNS 24

Resultado positivo nos autotestes prevê comunicação ao SNS 24

Quem fizer um dos autotestes à covid-19, que deverão começar a ser vendidos na próxima semana, e obtiver um resultado positivo ou inconclusivo, deve comunicá-lo ao SNS 24.

A Direção-Geral da Saúde (DGS), a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) e o Instituto Nacional de saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) publicaram esta sexta-feira à noite a circular conjunta de enquadramento que vai permitir a venda ao público de autotestes à covid-19.

Uma das dúvidas suscitadas na passada semana, quando o Ministério da Saúde emitiu a portaria que permite a utilização excecional de testes rápidos de antigénio por pessoas que não sejam profissionais de saúde, tinha a ver com a forma como os casos confirmados seriam comunicados às autoridades de saúde.

A circular explica que, nestas situações, as pessoas que realizarem o teste por iniciativa própria e obtiverem um resultado "positivo ou inconclusivo" devem dar conta deste por contacto telefónico ao SNS 24 (808 24 24 24) ou através de um formulário que ainda irá ser criado na página da internet "covid19.min-saude.pt". Os casos negativos também deverão ser notificados num formulário online.

A comunicação do resultado, acrescenta o texto, "deve ser acompanhado sempre que possível de informação relativa à identificação comercial do autoteste (marca), fabricante, e código relativo do lote do teste utilizado", que terá de ser indicado nas embalagens. O teste não pode ser feito no local de compra.

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Além disso, quem tiver testado positivo recebe uma prescrição para fazer um teste de confirmação (PCR) num laboratório, "caso não tenha havido para o utente uma notificação laboratorial de teste com resultado positivo nos últimos 90 dias".

Em declarações anteriores ao JN, Manuela Pacheco, presidente da Associação de Farmácias de Portugal, alertou para os riscos da falta de notificações dos infetados. "Se as pessoas não informarem do seu estado, não se vai conseguir quebrar cadeias de transmissão", alertou.

A responsável, disse, porém, que o anúncio dos autotestes suscitou grande interesse junto das farmácias. Um dos motivos prendia-se com a vontade de reunião com familiares.

Recorde-se que, tal como o JN noticiou esta semana, os autotestes, que serão agora disponibilizados, são feitos com amostras recolhidas na área nasal interna (fossas nasais) num procedimento menos invasivo do que os feitos anteriormente pelos profissionais de saúde. Não serão tidos em conta testes de antigénio realizados com saliva.

O Ministério da Saúde permite que sejam vendidos em farmácias e em locais com venda de medicamentos não sujeitos a receita médica, como as parafarmácias das cadeias de supermercado.

Caberá ao Infarmed disponibilizar a lista com os testes que serão autorizados para este fim. Cada unidade terá de ser embalada e comercializada de forma unitária. Mas não foi definido nenhum limite de preço.

As autoridades de saúde sublinham que estes autotestes "não substituem, mas complementam" os testes de uso profissional, realizados de acordo com a Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2.

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