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Retomadas buscas por militar desaparecido

Retomadas buscas por militar desaparecido

As buscas para localizar o militar desaparecido, na madrugada de quinta-feira, no Porto Santo, prosseguem, esta sexta-feira, no mar e em terra.

"Retomámos as buscas ao início da manhã, no mar e em terra", afirmou à agência Lusa Pedro Amaral Frazão, capitão do porto de Porto santo, adiantando que o perímetro de buscas foi alargado, tendo sido estabelecidas duas prioridades.

"A primeira é a da maior segurança na execução da operação em curso para acautelar a integridade física de todos os intervenientes que se encontram no mar, mas também relativamente aos elementos que estão a ser empenhados em terra e a conduzir buscas visuais, designadamente os militares do Exército que ficaram no Porto Santo, em complemento do dispositivo que está no terreno", explicou Pedro Amaral Frazão, referindo que este dispositivo inclui os meios da Protecção Civil, nomeadamente o grupo de resgate de montanha, a accionar em caso de necessidade, e também a equipa cinotécnica da GNR.

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Pedro Amaral Frazão salientou que a segunda prioridade é de "rigor". "Hoje teremos que começar a excluir toda e qualquer probabilidade nas várias áreas de busca", declarou, esclarecendo que o dispositivo está "num esforço de revalidação das áreas que já foram objecto de busca no dia ontem [quinta-feira] para ser concentrada nos espaços de maior probabilidade de detecção, alargando, também, o perímetro de buscas".

Segundo o responsável, no mar mantém-se o navio balizador Schultz Xavier, com um bote, e, ainda, uma embarcação semirrígida da capitania do porto do Porto Santo.

"O grupo de mergulho forense da Polícia Marítima está avaliar as condições para iniciar as buscas subaquáticas", continuou o responsável, assinalando que "foi feito um trabalho de obtenção de informações junto de mergulhadores amadores que conhecem o espaço onde desapareceu o militar".

Pedro Amaral Frazão acrescentou que "está a ser ponderada a utilização de um meio da Força Aérea durante a tarde" nas operações de busca, dirigidas a partir do Subcentro de Busca e Salvamento Marítimo do Funchal, "apoiadas pelas facilidades de comunicações existentes".

O responsável garantiu que nas operações "estão a ser empenhados os meios disponíveis da forma mais eficiente possível", sublinhando que a preocupação está com a família do militar, pelo que recuperar o soldado é "da mais elevada prioridade".

O soldado, natural da Madeira e pertencente ao Regimento de Guarnição n.º 3, no Funchal, integrava o grupo de cerca de 250 militares dos três ramos das Forças Armadas que entre segunda e quinta-feira participaram num exercício na ilha. O treino, denominado "Zarco 11", visou testar a resposta militar e da Protecção Civil a uma crise internacional.

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