Confinamento

Rio acusa Governo de totalitarismo marxista por proibir aulas digitais no privado

Rio acusa Governo de totalitarismo marxista por proibir aulas digitais no privado

O líder do PSD acusou esta sexta-feira o Governo de totalitarismo marxista por proibir as aulas digitais no ensino privado, o que "nada tem a ver com a defesa do interesse público" para conter a epidemia de covid-19.

Rui Rio escreveu no Twitter que "a proibição de aulas digitais no ensino privado é uma medida totalitária de perfil marxista" e acrescentou que "nada tem a ver com a defesa do interesse público, muito menos com a defesa da saúde pública".

"É a esquerda no seu pior", concluiu Rui Rio, no Twitter.

Todas as escolas de todos os níveis de ensino estão encerradas a partir de hoje e durante duas semanas, uma medida anunciada na quinta-feira pelo Governo para conter a pandemia de covid-19.

O ministro da Educação anunciou que a interrupção letiva de 15 dias, decidida na quinta-feira, em Conselho de Ministros, será aplicada também no ensino particular e será compensada no Carnaval, na Páscoa e durante o verão.

Tiago Brandão Rodrigues contra sobrevalorização do ensino à distância

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O ministro da Educação defendeu esta sexta-feira que o ensino presencial é prioritário e que é preciso evitar "uma sobrevalorização do ensino à distância" após a pandemia da covid-19.

"Por muito que tenhamos que preparar o ensino à distância, temos necessariamente que ter como prioridade o ensino presencial, porque podemos começar a ter uma mensagem que corresponde a uma sobrevalorização do ensino à distância até para os tempos pós-pandemia", declarou numa conferência de imprensa após um encontro informal por videoconferência dos ministros da Educação da União Europeia.

"Todos os sacrifícios que estamos a fazer nos sistemas de formação e educação têm como objetivo ajudar globalmente a mitigar a propagação da pandemia, mas a primeira resposta tem que ser, logo que possível, voltar às escolas", defendeu Tiago Brandão Rodrigues.

Questionado sobre a suspensão de toda a atividade letiva durante 15 dias em Portugal, anunciada na quinta-feira pelo governo, sem optar por um regime de aulas à distância, Brandão Rodrigues reiterou que nesta altura do ano letivo, vai poder-se "compensar com tempo presencial" em períodos de férias.

"Obviamente, caso a situação se estenda, teremos que encontrar outras soluções e foi isso que disseram também os ministros europeus, alguns dos quais tomaram decisões semelhantes", referiu.

Questionado sobre colégios privados que continuam a dar aulas à distância ou a receber alunos para exame, Brandão Rodrigues afirmou que "as regras são claras e é importante que todos os alunos, se assim for possível, possam compensar o tempo de interrupção".

"Queremos que os alunos da escolaridade obrigatória, independentemente do subsistema de ensino, possam ter o direito de ter aulas presenciais, as que são possíveis de acomodar, e nesta altura do ano ainda temos essa possibilidade", afirmou.

O ministro salientou que "os mais vulneráveis vão ser os mais afetados numa situação em que existe distanciamento físico da escola".

"O ensino à distância não substitui completamente o presencial e não falo unicamente nas qualificações ou nas competências. Falo nas questões de sociabilização, de saúde mental, de atividade física", declarou.

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