Eutanásia

Rio admite suspender liderança do PSD se for sancionado

Rio admite suspender liderança do PSD se for sancionado

Rui Rio ameaça suspender a sua liderança do PSD se, na reunião de segunda-feira, o Conselho de Jurisdição Nacional aprovar sanções aos presidentes do partido e do grupo parlamentar por não terem dado sequência a uma moção aprovada em congresso que pedia um referendo à eutanásia. A possibilidade de Rio suspender funções se for sancionado foi confirmada ao JN por fonte do partido.

O assunto poderá ser debatido já no Conselho Nacional convocado para dia 4 do próximo mês, na Guarda. Se suspender as suas funções, Rui Rio não participará nesta deliberação.

A Direção do PSD já acusou a Jurisdição e, em particular o seu presidente Paulo Colaço, de "perseguição" com motivações políticas.

Questionado pelo JN, Paulo Colaço confirmou apenas que há reunião segunda-feira, pelas 18.30 horas, para votar o relatório.

Quanto ao relatório, não comenta as informações sobre uma eventual advertência grave para Rui Rio, nem as informações de que terá deixado cair a perda de mandato inicialmente prevista para o líder parlamentar, Adão Silva. Prevê-se que as sanções andem entre a advertência e a repreensão.

O líder do PSD está em desvantagem na Jurisdição. São cinco eleitos pela lista de Paulo Colaço, três pela lista de Rio (encabeçada por Fernando Negrão) e José Miguel Bettencourt, que liderou uma lista própria. E a Jurisdição foi unânime em considerar que a moção setorial era vinculativa, de "acatamento obrigatório por parte da Comissão Política Nacional e da direção do grupo parlamentar".

"Precedente ridículo"

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O processo surgiu de uma queixa de Leonel Fernandes, militante de Braga, contra Rui Rio e Adão Silva a 23 de outubro, quando foi votada uma iniciativa de cidadãos pedindo um referendo sobre a despenalização da morte assistida.

A direção social-democrata deu liberdade de voto aos deputados. Porém, segundo Leonel Fernandes, violou a deliberação do congresso que, em fevereiro do ano passado, aprovou uma moção temática em que a Comissão Política Nacional e a direção parlamentar foram instadas a tomar todas as diligências necessárias para haver um referendo nacional sobre a eutanásia.

Mas para a Comissão Permanente, o processo disciplinar a Rio e a Adão Silva é "um precedente tão grave quanto ridículo e irresponsável, para o futuro do PSD, sendo absolutamente intolerável e inadmissível".

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