Covid-19

Rio apoia medidas do Governo e rejeita aproveitamentos

Rio apoia medidas do Governo e rejeita aproveitamentos

O líder do PSD prometeu apoiar o Governo nas medidas de respostas ao surto do Covid-19, mesmo que "não sejam simpáticas", por uma questão "de dever e interesse nacional" e recusou quaisquer aproveitamentos políticos.

Em declarações aos jornalistas, depois de uma reunião com o primeiro-ministro, Rui Rio afirmou que é "dever" do PSD, pelo "interesse nacional", apoiar "todas as medidas que o Governo entenda necessárias, mesmo que não sejam medidas simpáticas".

O presidente dos sociais-democratas sublinhou até que é preferível "prevenir do que remediar, como diz o povo", e tomar "medidas mais além", de forma a evitar situações como a que é vivida em Itália.

"Estamos a viver uma situação de gravidade, eventualmente mais agrave do que aquilo que se pensava" inicialmente, afirmou ainda Rio, ladeado pelos deputados Adão Silva e Ricardo Baptista Leite.

Se sai ou não satisfeito da reunião, Rio evitou uma resposta direta, tal como não quis falar ao pormenor do que foi comunicado pelo Governo na reunião na Residência Oficial de São Bento, em Lisboa, e evitou qualquer posição crítica nesta fase.

"Não nos compete andar a procurar diferenças ou críticas relativamente ao Governo", afirmou, admitindo que "mesmo que haja alguma critica" a fazer, "ela pode ser feita pelo telefone ou pessoalmente".

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E concluiu que este "não é momento para andar publicamente a aproveitar isso".

Poucas horas depois de ter estado com o primeiro-ministro, precisamente para conhecer as medidas que o Governo anunciará esta quinta-feira à noite, Rio foi questionado se apoiaria a eventual declaração de um estado de emergência.

"Se um dia vier isso ver a ser necessário, com certeza. É preciso que seja necessário", disse.

Perante a pergunta de "se esse dia é agora", respondeu: "Não foi referido isso, não vi isso em lado nenhum".

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