Autárquicas

Rio aponta desgaste do Governo como ajuda para o PSD a alcançar o poder

Rio aponta desgaste do Governo como ajuda para o PSD a alcançar o poder

O presidente do PSD, Rui Rio, disse, esta quarta-feira, ter boas perspetivas para as autárquicas e para alcançar o poder central, não apenas pela qualidade dos seus candidatos autárquicos, mas também pelo desgaste causado pela "incompetência" do Governo socialista.

"Estou convencido de que vamos ter um bom resultado [nas próximas eleições autárquicas]", afirmou hoje o presidente do PSD, Rui Rio, sublinhado a importância dessa subida "na implantação do partido", dando-lhe "uma ajuda" para poder ter "melhores perspetivas de conseguir atingir o poder central".

Para isso, concorre, segundo Rui Rio, "a qualidade" dos candidatos sociais-democratas às próximas eleições autárquicas", mas também, "o desgaste que em cada momento os governos têm naquilo que é o apoio que dão aos seus candidatos e neste caso aos candidatos do Partido Socialista".</p>

Nas Caldas da Rainha, onde presidiu à apresentação dos cabeças de lista do PSD aos 16 municípios do distrito de Leiria, o presidente do partido considerou "evidente que este Governo tem vindo a sofrer um desgaste pela sua própria incompetência", sublinhando que o primeiro-ministro, António Costa, ao não trocar ministros "que objetivamente já não deviam estar em funções, assumindo ele a responsabilidade por eles, provoca naturalmente esse desgaste".

No entender de Rio "há erros que o Governo tem cometido" e que merecem "um aviso por parte do eleitorado", como seja, "aquilo que aconteceu com a final da Liga dos Campeões" e que considera "de uma injustiça enorme para os portugueses" dado o impedimento da presença de público nos estádios de futebol desde março de 2020.

"Nós não podemos, mas os ingleses passam a poder fazer isso [assistir ao jogo] e a poder andar à pancada e a fazer as cenas que nós conhecemos, no meio da rua, em plena pandemia", disse Rio, criticando o facto de, posteriormente, ter havido "alguns membros do Governo a dizer que a coisa até correu bem". "É caso para dizer: como é que seria se a coisa corresse mal?", ironizou.

A "estes erros", Rio somou ainda "todos aqueles que são ligados ao ministro da Administração Interna", Eduardo Cabrita, "que não acerta uma".

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E portanto, concluiu Rui Rio, não sendo a primeira razão para a subida do PSD, o desgaste do Governo, "não deixa de ser também uma razão para, em caso de dúvida, se avaliar se o voto deve ir mais para o PSD ou se deve ir para uma continuidade" do PS.</p>

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