Política

Rui Rio está "em consonância" com a Mensagem de Ano Novo de Marcelo

Rui Rio está "em consonância" com a Mensagem de Ano Novo de Marcelo

O líder social-democrata Rui Rio disse, esta noite, em Macedo de Cavaleiros, que a mensagem de Ano Novo do Presidente da República está em consonância "com o discurso que o PSD tem feito, porque apontou defeitos à governação do PS, sobretudo, ao nível da degradação dos serviços públicos, saúde e segurança. Mas também pediu que a oposição seja forte.

"Nós estamos aqui para ser fortes e não para ser fracos. O senhor Presidente também disse que os partidos deviam procurar entendimentos sempre que isso for do interesse nacional, o que vai completamente com aquilo que ando a dizer desde que sou presidente do PSD". Dai que considere que "foi uma intervenção normal", afirmou Rui Rio à entrada para uma sessão com militantes do distrito de Bragança.

Em campanha para as diretas, Rio considera que os militantes estão cansados porque têm sido chamados a muitos atos eleitorais. Politicamente correto é dizer que há uma mobilização brutal, as salas estão cheias e somos os maiores do mundo, mas eu vou pela realidade. As salas têm estado com muita gente e há entusiasmo", acrescentou.

Na sua moção tornada pública hoje e que será apresentada na próxima terça-feira, em Lisboa, não faz referência às presidenciais, "mas é de propósito", ressalvou Rio. "Nestas eleições não são os partidos que indicam candidatos, são os candidatos que propõem e depois os partidos apoiam ou não".

Consciente que "aquilo que está mais sobre a mesa é a recandidatura do atual presidente, Marcelo Rebelo e Sousa", garantiu que vai respeitar o timing do chefe de Estado, porque "ele próprio pediu para se respeitar a posição dele". A esta posição ainda acrescentou que "do ponto de vista tático, se um partido começa a apoiar por antecipação o candidato A ou o candidato B, ou C e depois esse anediado não se candidata", a escolha depois é sempre uma "segunda escolha". Por isso, a nossa escolha é sempre de equilíbrio, ponderação e bom senso", sublinhou o líder social-democrata.

No texto da moção, Rio diz estar em condições de governar a partir de 2021 e não agora, porque "não seria bom para o país" um novo escrutínio, depois de eleições a 6 de outubro, ter eleições a 6 de fevereiro ou 6 de março outra vez. As eleições autárquicas são uma das prioridades do partido, bem como fazer " uma oposição construtiva ao PS e não destruição dentro daquilo que o Presidente da República disse".


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