Aviação

Rio diz que TAP cometeu "erro crasso" ao ver o país de modo "paroquial"

Rio diz que TAP cometeu "erro crasso" ao ver o país de modo "paroquial"

O presidente do PSD, Rui Rio, disse que a providência cautelar interposta à TAP pela Associação Comercial do Porto, e aceite esta terça-feira pelo tribunal, é fruto de um "erro crasso" da companhia aérea.

Para Rio, a administração da empresa olhou para o país de um modo "paroquial", privilegiando Lisboa em detrimento de outras regiões em termos de número de voos.

Embora defenda o controlo privado da TAP, o líder social-democrata esclareceu que, neste caso, "o controlo deve ser público, porque os acionistas privados não querem meter o dinheiro de que a TAP precisa".

Rio pede "coerência" na gestão da pandemia

Rio, que falou à saída de uma reunião com o presidente da República, em Belém, defendeu que o Governo deve ser mais "coerente" e menos oscilante na gestão da pandemia, acusando ainda o Executivo de ter passado a imagem de que "éramos os maiores do mundo" a lidar com o surto.

O presidente do PSD diz que se impunham "medidas mais musculadas" para a Grande Lisboa, tal como aquelas que o Governo decidiu, uma vez que a região tem "um efeito multiplicador" para o resto do país. Rio considerou, contudo, que as regras fixadas pelo Governo já são "mais rigorosas" e mais próximas daquilo que se pede.

O líder da oposição negou também que Salvador Malheiro, autarca de Ovar e vice-presidente do PSD, tenha exigido a imposição de uma cerca sanitária em Lisboa, o que motivou críticas do autarca da capital, Fernando Medina, que o acusou de estar "com saudades de aparecer na televisão".

Na visão de Rio, Malheiro pediu apenas "medidas mais musculadas" para a capital - "e tinha razão", concluiu, uma vez que foi esse o caminho seguido pelo Governo.

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