Política

Rio exibe recortes de jornais contra Santana no debate do PSD

Rio exibe recortes de jornais contra Santana no debate do PSD

Se o primeiro debate entre os dois candidatos à presidência do PSD, na SIC, oscilou entre ataques pessoais e passado, o segundo debate, na TVI, quarta-feira à noite, não foi diferente.

Foi apenas mais equilibrado nas provocações, mas igualmente escasso em propostas para o futuro do partido e do país. Rui Rio cumpriu a promessa de levar recortes de jornais para provar as incoerências do adversário, enquanto Pedro Santana Lopes, já sem recorrer a recortes, manteve as críticas e as interrupções constantes. Quinta-feira, há o derradeiro frente a frente, mas é radiofónico. É às 10 horas, na TSF/Antena 1.

Rui Rio, considerado perdedor no primeiro confronto, usou os mesmos "truques" de Santana Lopes para provar que foi o seu "oponente" quem mais criticou o Governo de Pedro Passos Coelho.

"Discordei várias vezes de Passos, mas não há uma manchete sobre mim a dizer alguma coisa parecida com isto", atacou, desfiando seis notícias: "Santana arrasa Passos"; "Santana em colisão com Passos"; "Santana defende que Passos deve pedir desculpa"; "Santana revoltado com o PSD".

Santana Lopes não esclareceu as críticas ao ainda presidente do partido, optando por explicar que nunca ofendeu Rui Rio, nomeadamente quando, em entrevista ao "Expresso", o acusou de ser provinciano. "Considero que tem falta de ousadia no pensamento económico e na agenda do país para o futuro. Considero que tem uma visão tradicional, o que não significa paroquial". Em todo o caso, disse, "não podemos ser vidrinhos". Até porque, insistiu, "não fui eu quem, desde o início da campanha, falou em trapalhadas ou em tendas de circo pelo país."

Quanto mais os dois candidatos sociais-democratas, que vão a eleições no próximo sábado, tentaram encetar uma espécie de tréguas em direto, mais a tentação os levou para a repetição do ataque.

Rui Rio sublinhou que não gostou do tom do primeiro debate, mas garantiu "não estar zangado". Apesar disso, não resistiu a considerar que os portugueses não confiam em Santana. "Se Pedro Santana Lopes for o líder do partido e candidato a primeiro-ministro, tenho sérias dúvidas se o povo português, olhando para aquilo que se passou lá atrás, lhe confere a credibilidade para um novo exercício do cargo".

Na segunda metade do debate, em que foram abordados exatamente os mesmo temas do encontro anterior [ler ficha], Rui Rio voltou a ter dificuldade em concluir os raciocínios devido aos constantes atropelos de Santana. A dada altura, Rio acabou por fazer um pedido à moderadora: "Judite, tem de se impor senão ele não me deixa falar". Em vão. O debate teve uma duração de 60 minutos.

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