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Rio insiste em "tranquilidade" e "serenidade" no processo eleitoral do partido

Rio insiste em "tranquilidade" e "serenidade" no processo eleitoral do partido

O presidente do PSD, Rui Rio, insistiu esta segunda-feira, em Ponte da Barca, na necessidade de haver "tranquilidade" e "serenidade" no processo eleitoral para que o partido saia das próximas eleições diretas com "alguma credibilidade".

"Há muita gente que anda a falar em público sobre a situação do PSD e isso é prejudicial. Não preciso de vir eu pôr mais achas para a fogueira. Na posição em que estou compete-me fazer o contrário. Tentar impor ou conseguir alguma serenidade, tranquilidade para que o PSD saia disto com alguma credibilidade", afirmou Rui Rio.

Para o presidente do PSD, que falava aos jornalistas à margem de uma visita à barragem do Alto Lindoso, no concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, a "tranquilidade e serenidade" de que fala não "prejudica" o partido, pelo contrário, defendeu os "tumultos e confusão prejudicam muito".

"Para que isso seja conseguido [tranquilidade e serenidade] passa por não alimentar notícias atrás de noticias, confusão atrás de confusão na comunicação social", referiu, escusando-se a apontar uma data para a realização de eleições diretas.

Questionado sobre se o novo Orçamento de Estado (OE) já deveria ser discutido com uma nova liderança do PSD, Rui Rio respondeu "o novo OE não vai trazer nada de extraordinário".

"O primeiro-ministro andou toda a campanha eleitoral a dizer o que era. Tem agora uma pequena diferença. O voto da oposição para efeitos práticos não conta para nada porque o PS tem uma maioria absoluta. Se o OE é o mesmo, tal como o primeiro-ministro disse, agravado um bocadinho com os contributos do PAN e do PCP, dados antes das eleições [legislativas], se o nosso voto foi contra, mais contra deve ser. Não me parece que venha alguém, que pudesse estar no meu lugar, no espaço de um mês e meio, dizer que afinal votamos com o PS o OE", observou.

No sábado, o Conselho Nacional do PSD aprovou a proposta subscrita pela maioria das distritais para que, num prazo máximo de vinte dias, se realize uma nova reunião deste órgão e sejam marcadas eleições diretas e Congresso.

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A proposta de deliberação subscrita por 17 das 19 distritais (ficaram de fora Aveiro e Évora) teve 42 votos a favor, 25 contra e três abstenções.

No texto aprovado, as distritais propõem que "o Conselho Nacional reúna no prazo máximo de vinte dias com vista a apreciar e deliberar a proposta de Regulamento e Cronograma da Eleição Direta e do 40.º Congresso Nacional do PSD a ser apresentada pela Comissão Política Nacional".

Inicialmente, a proposta previa esta convocação no prazo máximo de dez dias, mas foi alterada pelos autores para o dobro.

Na mesma reunião, foi rejeitada a proposta apresentada pelo deputado e líder da distrital de Faro, Cristóvão Norte, para que fosse convocado um congresso extraordinário antes das eleições diretas, com 12 votos a favor, 50 contra e dez abstenções.

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