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Rio irónico visa Montenegro com anedota no Twitter

Rio irónico visa Montenegro com anedota no Twitter

Rui Rio usou o Twitter para, através de uma publicação irónica, atacar Luís Montenegro com quem, no sábado, vai disputar a segunda volta das eleições para a liderança do PSD.

Rui Rio venceu a primeira volta das eleições com 49,44% das votações, deixando Luís Montenegro em segundo lugar com 41,26% dos votos. Miguel Pinto Luz ficou apenas com 9,3 % dos votos e está oficialmente fora da corrida.

Esta segunda-feira, Rui Rio usou a rede social Twitter para lançar uma mensagem ao adversário do próximo sábado."Qual é a diferença entre um desastre eleitoral e um resultado jeitoso?", questiona, numa anedota que simula uma conversa entre uma professora e o aluno Zéquinha. A resposta segue o mesmo tom irónico: "0,4%", porque "quando em Outubro o PS teve mais 8,5% do que o PSD, eles acharam que houve um desastre. E agora que perderam por 8,1%, acham que tiveram um resultado jeitoso".

Rui Rio segue ao ataque e Montenegro atrás dos abstencionistas

A anedota, sem nunca mencionar o adversário do próximo sábado, é uma clara resposta às críticas de que foi alvo depois de ter perdido as últimas eleições legislativas para o PS. Já no sábado, pouco depois de terem sido anunciados os resultados oficiais, Rui Rio, quando questionado pelos jornalistas sobre os adversários, disse que "a união faz-se mais rapidamente em torno do mais forte e não do mais fraco". E questionado sobre se aceita o debate televisivo com Montenegro para os próximos dias, recusou, recordando que o debate entre os três candidatos não prestigiou o partido.

No domingo, Montenegro não descansou e pôs-se no terreno a tentar convencer os abstencionistas. Foi a esses nove mil militantes a quem o ex-líder parlamentar laranja apelou já esta tarde num vídeo, mostrando que arrancou com a campanha. Em mais de dois minutos, Luís Montenegro contraria a interpretação de Rui Rio, que disse que esteve a 0,56% [o equivalente a 340 votos] de evitar uma segunda volta, e garante que a maioria do partido escolheu no sábado a "mudança" e não a "continuidade" da atual liderança.

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