Política

Rodrigues dos Santos diz que "fogo amigo matou" a sua liderança do CDS

Rodrigues dos Santos diz que "fogo amigo matou" a sua liderança do CDS

O presidente demissionário do CDS-PP afirmou, esta sexta-feira, que, nos dois anos da sua liderança, "os adversários do CDS não estiveram lá fora", mas dentro do partido, e assegurou que vai continuar "por aqui".

"O 'fogo amigo' matou", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos, numa declaração aos jornalistas, sem perguntas, depois de ter falado perante o Conselho Nacional do CDS-PP, e em que esteve ladeado pela sua direção.

O presidente do CDS-PP, que anunciou a sua demissão na noite eleitoral e já disse que não se recandidatará, deixou uma garantia sobre o seu futuro: "Não vou andar por aí, porque sempre estive aqui e vou continuar por aqui", afirmou, dizendo que o partido poderá por vezes contar com o seu "recato" e outras "com a sua intervenção.

"O CDS só terá futuro se não repetir as vergonhas do passado. O CDS só sobreviverá caso recuse ser um partido de grupo, uma associação de egoístas que se comportam como se fossem donos do partido ou um salão de beleza para cuidar de egos", avisou.

Rodrigues dos Santos, que deixou a sede do CDS-PP depois de falar aos conselheiros e aos jornalistas, deixou ainda outro 'recado' interno na sua dura intervenção.

"Ou aprendemos definitivamente a gostar do CDS ou os portugueses aprenderão a não gostar do CDS. E aí sim, desapareceremos e seremos substituídos por quem perfilhar os nossos valores e agarrar as nossas bandeiras", alertou.

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