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Rodrigues dos Santos é recandidato à liderança do CDS

Rodrigues dos Santos é recandidato à liderança do CDS

Certo de que, no próximo dia 30, receberá "o presente" dos dois anos à frente do CDS, Rodrigues dos Santos admite recandidatar-se no próximo congresso, afirmando que a sua legitimidade enquanto líder "é dada pelos militantes do partido".

Com "a certeza absoluta de que, nas eleições legislativas", receberá "o presente por estes dois anos de liderança do CDS", Francisco Rodrigues dos Santos será, "naturalmente, recandidato ao próximo congresso. Irei vencê-lo e continuar como presidente do partido e multiplicar estes aniversários por mais um bom par de anos, espero eu, passados no Governo de Portugal", assegurou aos jornalistas durante uma ação de campanha na Feira dos Carvalhos, em Gaia, que regressou nesta manhã de quinta-feira ao local tradicional.

O atual líder do CDS vai disputar a liderança com Nuno Melo, que, noticiou o JN, vai também candidatar-se, independentemente do resultado das eleições deste domingo.

"Se sou otimista por natureza, se em todas as eleições em que conduzi o meu partido, alcançámos os resultados que pretendíamos, e se estou convencido, pelo carinho que sinto dos portugueses e pela força que me dão, de que vou ter um bom resultado eleitoral, então o certo é que continue como presidente do partido e vença o próximo congresso", clarificou Rodrigues dos Santos.

"Se [os portugueses] gostam de mim como têm mostrado, e se me querem continuar a ver como presidente do CDS, então que no dia 30 votem no CDS", asseverou, garantindo que "o verdadeiro voto anti-sistema em Portugal é um voto no CDS". Isto porque, justifica, "todo o sistema no seu conjunto está a dizer que já não existe e que o CDS vai acabar".

"Uma vez mais, vamos dar uma prova extraordinária de vida em urnas e é para isso que eu cá estou. Vou colocar novamente o CDS no Governo de Portugal e no dia 30 vamos fazer as contas", prometeu.

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Sobre as críticas de que tem sido alvo, Rodrigues dos Santos esclareceu que "a legitimidade do líder do CDS não é dada nem pelos jornalistas, nem pelos comentadores na televisão, nem pelas oposições internas. É dada pelos militantes do partido que votaram em mim em congresso. Um líder só perde a legitimidade quando é substituído por outro", disse.

"Sou de uma nova geração de políticos que não quer fazer mais do mesmo com os mesmos. Quer romper com o marasmo em que está Portugal e dar futuro ao nosso país", garantiu.

Demonstração de apoio na Feira dos Carvalhos

Enquanto percorria a Feira dos Carvalhos, em Gaia, Rodrigues dos Santos apelava ao voto junto dos comerciantes e divulgava a proposta do CDS-PP: a "Via Verde Saúde". O objetivo, explicava, é que quem está "há demasiado tempo" à espera de tratamento médico possa recebê-lo "a tempo e horas", com o mesmo apoio do Estado, num hospital privado ou social.

"Esperemos que [a medida] vá avante", dizia um comerciante. "Se nos derem força, vai. Porque o Partido Socialista (PS) acha que só o Serviço Nacional de Saúde é que pode prestar cuidados de saúde", respondia Rodrigues dos Santos.

"É no CDS, no Chicão", respondia uma comerciante ao líder do CDS, que lhe perguntou em quem ia votar. "Mas se você ganhar, quero mais dinheiro na reforma", acrescentava de imediato a mesma comerciante.

"Vamos tratar disso. Mas olhe, aliviamos muito a vida aos reformados com a 'Via Verde Saúde', com o vale-farmácia, com o complemento de pensão para aquecerem as suas casas", respondeu de imediato Francisco Rodrigues dos Santos.

Entre elogios e demonstrações de apoio, a conversa seguiu para a banca de Sãozinha, da Padaria Celeste: "A saúde vai andando. Queremos que parem de subir as coisas, que nós estamos a ter prejuízo".

"Tem razão. Não se esqueça disto: se o imposto não desce, o voto é no CDS. Há dúvidas ou não?", disse o líder do partido, mantendo o apelo ao voto.

"Se eu for ministro da Defesa"

Houve ainda lugar para um encontro com um antigo combatente no Ultramar. "Somos portugueses, mas não valemos nada", queixou-se o militar. Este tem sido um tema disputado entre o líder do CDS e André Ventura desde o passado domingo, após um almoço-convívio do Chega com antigos combatentes.

Francisco Rodrigues dos Santos respondeu: "Esta semana, já reuni duas vezes com Associação de Ex-combatentes do Ultramar em Braga. Quero dizer-lhe isto: estudei oito anos no colégio militar. O meu pai é oficial do Exército e o meu tio também. Portanto, eu tive formação militar e sei bem a gratidão e o respeito que todos os portugueses devem sentir por todos aqueles que serviram a nossa bandeira, sobretudo num cenário de guerra, que foi o seu caso".

O líder do CDS aproveitou ainda a ocasião para enumerar as propostas do partido nesta matéria: "Defendo um complemento vitalício de dignidade e gratidão nas pensões de 300 euros, que a Assistência na Doença aos Militares (ADM) seja alargada a todos os ex-combatentes e ainda que sejam trasladados todos os corpos dos cerca de três mil soldados portugueses que ainda estão enterrados em terras do Ultramar".

"Se o CDS tiver força e se eu for ministro da Defesa, garanto-lhe que estas três propostas vão ser cumpridas. Tem a minha palavra de honra", assegurava Rodrigues dos Santos, abraçando o antigo combatente.

Também uma médica quis exprimir o seu apoio a Rodrigues dos Santos: "Tem o meu voto. Desejo-lhe a maior sorte. E espero que represente, igualmente, a minha classe, a dos médicos. Também estamos aqui para servir o país".

Sobre os comentários menos agradáveis que ouviu à entrada da feira, que sugeriram a demissão de Rodrigues dos Santos perante um mau resultado no próximo dia 30, o líder do CDS disse ficar "satisfeito por incomodar algumas pessoas. Esse senhor pertence à caravana do PS e foi ali plantado de propósito para me lançar esses impropérios", acusou.

"O CDS sempre foi uma voz irreverente que quer, de facto, mudar de políticas. Aqueles que se identificam com uma ideologia socialista, não se sentem confortáveis a ver um CDS forte".

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