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Rt a subir pode indicar novo período de crescimento da covid-19

Rt a subir pode indicar novo período de crescimento da covid-19

O índice de transmissibilidade (Rt) está a crescer em Portugal, mais precisamente na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), o que leva o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge a afirmar que o aumento dos números "deve ser acompanhado com atenção durante a próxima semana".

De acordo com o relatório da monitorização das linhas vermelhas para a covid-19, o aumento do Rt na semana entre 12 e 16 de maio a nível nacional (1,03) e em Lisboa e Vale do Tejo (1,11) podem "sinalizar o início de um período de crescimento da epidemia". O documento elaborado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Jorge (INSA), em colaboração com a Direção-Geral da Saúde (DGS), vem confirmar o aumento dos valores da pandemia nos últimos dias.

No caso do concelho de Lisboa, já tinha sido comprovado o crescimento da covid-19 no boletim epidemiológico desta sexta-feira da DGS, que mostra uma incidência de 118 casos por 100 mil habitantes, por incidência cumulativa a 14 dias. Neste momento, esta região é a que tem o valor mais elevado do índice de transmissibilidade, enquanto o Alentejo regista o valor mais baixo de 0,92.

Porém, os números estão a aumentar em todo o país, como adianta o relatório. "Ao nível nacional, desde 10 de maio (há 7 dias) que o Rt apresenta valores acima de 1 indicando uma tendência crescente. Na região LVT desde 8 de maio que Rt se mantém acima de 1 (há 9 dias)".

Se o ritmo de crescimento da covid-19 se mantiver, dentro de 61 a 120 dias, é expectável que Lisboa e Vale do Tejo e o país atinjam "o limiar de 120 novos casos por 100 mil habitantes, acumulado em 14 dias". A 11 de março, durante o anúncio do plano de desconfinamento, o primeiro-ministro avisou que as medidas de reabertura seriam revistas sempre que Portugal ultrapasse aquele limiar ou quando o Rt passasse o 1.

Apesar da reduzida pressão nas unidades de saúde, e da tendência ligeiramente decrescente nos cuidados intensivos, o relatório salienta que o aumento dos valores do índice de transmissibilidade "deve ser acompanhado com atenção durante a próxima semana".

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Relativamente às novas variantes, a associada (B.1.1.7) ao Reino Unido é a mais predominante em Portugal, com uma prevalência de casos de 91,2%, de acordo com amostras registadas pelo INSA entre 5 e 18 de abril. Até 19 de maio, a variante B.1.351 (África do Sul) esteve presente em 88 casos, a P.1 (Manaus) teve 115 casos e a B.1.617 (Índia) registou dez casos.

Portugal registou esta sexta-feira três vítimas mortais e 559 novos casos de covid-19.

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