Ensino

RTP disposta a passar conteúdos para ajudar alunos sem net

RTP disposta a passar conteúdos para ajudar alunos sem net

Os canais televisivos manifestaram-se disponíveis e o Ministério da Educação (ME) iniciou conversações para que as televisões transmitam conteúdos pedagógicos de modo a compensar os alunos que estão sem aulas presenciais, em particular os que não têm computador ou Internet em casa e assim não possam aceder ao atual modelo de ensino à distância.

No caso específico da RTP, os diretores já estarão a tomar várias iniciativas, nomeadamente ajustes na grelha e introdução de novos conteúdos no site RTP Ensina e na rádio Zig Zag.

No atual contexto de fecho das escolas por causa da Covid-19, o Governo está preocupado com o potencial risco de exclusão social dos alunos mais carenciados e vulneráveis. Na sexta-feira, o ME enviou orientações às escolas com propostas que pretendem ajudar a compensar os que não têm computador e net em casa para conseguirem manter o contacto.

Carteiros e pais levam TPC

Os diretores de turma ou professores titulares de turma, no caso do 1.º Ciclo, devem identificar com regularidade os alunos sem acessibilidade ou baixa taxa de participação nas atividades propostas. Também devem privilegiar outros canais de contacto como o telefone para substituir o mail. Os agentes da PSP e GNR do Programa Escola Segura devem coadjuvar o acompanhamento destes alunos. E às escolas foi também proposto que recorram aos correios ou a voluntários para assegurarem a troca de fichas de apoio e dos trabalhos dos alunos.

Algumas escolas já encontraram uma solução, garante ao JN Filinto Lima, presidente da associação nacional de diretores (ANDAEP): "os professores contactam os pais por telefone que vão buscar à portaria da escola um envelope com as fichas ou material e depois vão lá devolver. Penso que é a melhor alternativa para quem não tem net".

Escolas forneceram 5500 refeições por dia incluindo por "takeaway"

As escolas forneceram em média 5500 refeições por dia aos alunos abrangidos pelo escalão A da Ação Social e aos cerca de 100 filhos de "trabalhadores de serviços especiais" que estão a ir à escola. O serviço assegurado por cerca de 700 estabelecimentos é fornecido de diversas formas: há alunos que recolhem a refeição embalada e levam-na para casa; há quem coma a refeição no refeitório; há autarquias que fazem entregas "takeaway" ou que entregam um cabaz semanal às famílias. Foi nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo (3500), Centro (800) e Norte (650) que foram servidas mais refeições.

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