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Conferência JN

Rui Moreira: "Não é vontade dos partidos políticos principais fazer o referendo da regionalização"

Rui Moreira: "Não é vontade dos partidos políticos principais fazer o referendo da regionalização"

Rui Moreira abriu a Conferência JN em Setúbal "Que regionalização queremos?". Autarca do Porto torna a criticar a "falta de democracia" nas eleições para as CCDR.

"Não é vontade dos partidos políticos principais fazer o referendo da regionalização". Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, abriu de forma critica o debate na Conferência JN "Que regionalização queremos?", esta quarta-feira, no Fórum Luísa Todi, em Setúbal.

Muito aplaudido, o autarca do Porto definiu a regionalização como "o tema incontornável e permanentemente adiado, da política nacional. Foi promessa da 1.ª República nunca concretizada; a 2.ª República nunca o quis fazer; a 3.ª República desistiu de o fazer. E pergunto: o País está melhor? Mais equilibrado? A distribuição de riqueza cumpre obrigações constitucionais? Não".

Para Rui Moreira, autarca independente do Porto a cumprir o segundo mandato, o problema está aqui: "É necessário alterar o modelo político do referendo. Temos que ser mais ágeis. Temos que substituir o elefante pelo antílope".

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Para Moreira, a questão está envolvida numa cilada: "Os partidos não retiram o referendo da Constituição mas também não o executam. É uma questão permanentemente armadilhada. Como vimos nas últimas eleições, há um pacto de silêncio dos partidos sobre a regionalização". E depois pergunta: Portugal à volta de Lisboa é o país que queremos? Não. Não é seguramente o que eu quero para os meus netos. Vejam o que sucedeu e sucede nesta pandemia - o Estado fracassou, sobretudo ao nível dos serviços intermédios. Vejo muitos autarcas aflitos com este Estado centralizado".

"Eleições na CCDR não são democráticas"

"Isto é "mock politics!" [política de simulação], isto não é democracia" - Rui Moreira sublinhou, novamente, que o processo de eleição dos presidentes das CCDR, as comissões de coordenação e desenvolvimento regional, "não foram nem são democráticas, antes pelo contrário". E desenvolveu: "Ouvi dizer que o Colégio Eleitoral são os autarcas. Não é verdade. Esse Colégio Eleitoral foi formado unicamente por duas pessoas, António Costa e Rui Rio. Por essa razão não fui votar; a eleição foi um total desrespeito pela separação de poderes, um total desrespeito pelas autarquias. Não foi, definitivamente, um processo democrático".

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