O Jogo ao Vivo

Entrevista JN/TSF

Rui Moreira: "Rui Rio gosta de fazer política zangado"

Rui Moreira: "Rui Rio gosta de fazer política zangado"

Passeia-se pelo Aleixo, onde regateia popularidade a Marcelo, com o mesmo à-vontade com que entabula conversas na Foz. Mas Rui Moreira é tudo menos consensual.

Crítico do centralismo, que diz típico de um império colonial, considera que a governabilidade do país está por um fio e que o papel do presidente da República poderá ter de se alterar em caso de instabilidade. Acredita no regresso do turismo ao Porto, já este verão, e diz que a crise causada pela pandemia poderá justificar a corrida a um terceiro mandato.

Já decidiu se é candidato a um terceiro mandato na Câmara?

Ainda não.

Depende de quê?

Depende de uma decisão pessoal que tomarei lá mais para a frente. Eu tinha anunciado há quatro anos, durante a campanha eleitoral, que em condições normais seria o meu último mandato. Era essa a minha intenção. A verdade é que as circunstâncias supervenientes, nomeadamente a pandemia na cidade e todas estas dificuldades, me obrigam agora a fazer uma reavaliação sobre isso. Mas acho que ainda é cedo, neste momento estou mais preocupado com a governação da cidade. No tempo próprio anunciarei aos portuenses qual é a minha decisão.

PUB

O que o levaria a não se candidatar?

É o contrário. Em condições normais, contava não me recandidatar. Tenho outros planos na vida, oito anos é um período suficiente, é bom que as cidades também tenham projetos novos, que tenham ideias novas... O que me pode levar a candidatar é a convicção de que nesta altura, com a cidade a viver todas estas mutações exógenas, criar uma rutura pode ser mau para a cidade.

Quando se discutiram as mudanças na lei autárquica que dificultaram as candidaturas de movimentos independentes, admitiu formar um partido. Esse cenário não é por si só uma vontade de avançar?

Não. A questão do grupo de cidadãos eleitores não tem a ver com o Porto apenas, tem a ver com a minha firme convicção de que os partidos tentaram dar uma facada na democracia em que eles são o sal. Esta não é apenas uma questão do Porto.

Mas houve alguma intencionalidade à medida do Porto, como a questão de excluir das designações o termo "partido"?

Os próprios partidos que votaram contra dizem que sim, portanto eles deverão ter assistido a conversas às quais eu não assisti.

Acredita que haja ainda vontade e tempo para corrigir a lei?

Tinha-nos sido dito que a lei iria ser alterada no dia 25 deste mês. Pelos vistos, agora estará adiado para 8 de abril. É evidente que a cada dia que passa a situação se torna mais complicada. Se for a plenário no dia 8, dificilmente a lei estará cá fora antes do fim de abril. Isso para os grupos de cidadãos eleitores é complicado. Nos anos tradicionais, como me recordo em 2013 e 2017, a recolha de assinaturas decorria de forma normal. Mais do que normal, era até empolgante. Era a forma de começarmos a fazer a nossa campanha eleitoral. Neste momento, mesmo com o processo de desconfinamento, não vamos ter um conjunto de atividades onde normalmente recolhemos assinaturas. Poder começar mais cedo este ano era extremamente importante.

Que "namoro" foi esse com o PSD para uma aliança nas eleições?

Não houve namoro nenhum. Houve pessoas dentro do PSD que entenderam que a melhor forma que o partido teria de concorrer às eleições no Porto seria um entendimento comigo ou com o meu movimento. Esse não era o entendimento do presidente do PSD, mas de pessoas à volta dele.

E havia interesse seu nesse eventual entendimento?

Eu sempre disse, desde o primeiro dia até hoje, que o apoio de partidos democráticos ao nosso movimento e à nossa candidatura nos interessa.

Está a falar de um apoio e não de uma coligação?

A coligação é proibida. É bom termos essa noção. Um grupo de cidadãos eleitores, por lei, não se pode coligar com partidos. Essa hipótese é impossível. Portanto, das duas uma. Ou o PSD nos apoiava, como apoiou o CDS, como nos apoiou o Partido da Terra, e agora se anuncia também a Iniciativa Liberal, que já disse que está a considerar apoiar, ou então eu teria de ir nas listas do PSD, o que está fora de qualquer hipótese.

Que foi o que lhe propuseram num jantar recente?

Que foi o que me propuseram. Eu fui convidado para um jantar muito simpático, comer um robalo numa casa onde nunca tinha ido, e a conversa foi muito simples. Disseram-me que teriam muito interesse em que eu encabeçasse uma coligação partidária, formada pelo PSD e por outros partidos do centro-direita, e que admitiam que pudesse ser interessante ser eu o candidato. Eu agradeci muito e essa parte da conversa durou três minutos.

E quais os motivos que levaram depois a que o líder do PSD o considerasse pouco confiável?

Aqui aconteceram várias coisas e permitam-me também apontar o dedo à Comunicação Social. Durante vários dias, fui contactado e nunca comentei, porque entendi que nunca deveria comentar o que lá se tinha passado. A verdade é que a Comunicação Social tinha essa informação e disse de onde tinha: de dirigentes do PSD nacional. O senhor presidente do PSD veio à liça, muito zangado, como aliás é o tom habitual dele, ele gosta de fazer política zangado, dizer que eu não era confiável porque tinha revelado o teor de um jantar que era suposto ser confidencial. Eu não percebo como é que a Comunicação Social não desmente essa informação que no fundo também coloca em questão a própria Comunicação Social.

Admite coligações pós-eleitorais?

Não, não admito nada. Absolutamente. Acho que se formos às eleições teremos maioria absoluta e governaremos como temos governado. Respeitando sempre os partidos, como temos respeitado, e eu respeito muito o PSD. Até porque não há um eleitorado do PSD nem um eleitorado do Rui Moreira na cidade. Há muitos eleitores que se reveem na nossa candidatura mas nas legislativas vão votar no PSD, ou no PS. Nós não somos donos dos votos.

É favorável ao adiamento das eleições devido à pandemia?

Não, eu acho que adiar as eleições é não ser capaz de simplificar o modo como votamos. Relativamente às presidenciais, admiti que poderiam e deveriam ter sido adiadas, porque as coisas não estavam preparadas. A esta distância, setembro ou outubro, os partidos no Parlamento, em vez de andarem a criar problemas aos grupos de cidadãos, deviam estar a facilitar o voto. Não acredito no voto eletrónico, por todas as razões possíveis e imaginárias, mas há coisas que se poderiam facilitar. Poderia alargar-se o tempo de voto. Adiar as eleições para quando, para quando não houver covid? Para o dia de são nunca à tarde?

O processo Selminho pode ser um incómodo na campanha?

Por mais processos que inventem, isso não me condicionará. Esse assunto é simples, aliás foi simples na última campanha. A minha consciência está absolutamente tranquila.

O processo está numa fase diferente...

O importante é que os eleitores saibam a verdade e que compreendam que neste momento pesa sobre mim esse ónus. Se eu escondesse, eticamente estaria incorreto. Quem votar em mim, sabe que cronicamente tenho sido acusado de coisas que normalmente depois ficam arrumadas num determinado calendário pós-eleitoral. Eu também nunca escondi que a minha situação de saúde é de gravidade. Eu nunca escondi isso em 2013, quando concorri. E há quem esconda. Acho que os eleitores tinham o direito de saber que sou transplantado e que já tive problemas oncológicos e que me trato no IPO. Haverá certamente eleitores que perante essa circunstância não votem em mim por pensarem que não vou concluir o mandato. O importante é que não se esconda isso aos eleitores. Esse é o grau de transparência que é exigível.

Vê algum sucessor para liderar o movimento no futuro ou acha que se esgota quando deixar a autarquia?

Espero que não se esgote. Tenho um conjunto de pessoas, quer na minha vereação quer na minha assembleia municipal, que são prestigiadas na cidade e que têm provas dadas em termos de cidadania.

Mas não aponta um em especial?

Não, nem me compete apontar. Eu não sou proprietário deste Movimento. Se eu me afastar, é normal que as pessoas entre elas escolham, não vou apontar sucessores. Seria até deselegante da minha parte.

Pensa no futuro depois da Câmara? Passará, por exemplo, pelo Futebol Clube do Porto? Fala-se muito que é um sonho seu. Ou tem a ambição de seguir a via política, eventualmente integrar um Governo, a Presidência da República?

Há coisas que nós podemos fazer em determinadas idades e tempos da nossa vida e depois já não podemos fazer. Eu quando era miúdo fazia muito bem vela, fui campeão nacional, mas o que eu queria ser era um grande futebolista. E depois houve uma altura em que queria ser um treinador, que gostava de ter sido um Pedroto, e uma altura em que gostava de ter sido o Pinto da Costa, mas isso vai mudando. Houve uma altura em que quis ser o Jim Clark. Ainda por cima, sucede que o Futebol Clube do Porto está muito bem entregue, tem um excelente presidente. O que é que está no tempo de fazer? Gosto tanto de escrever, de ler, fazer programas de televisão, passear com os meus netos, viajar.

E política noutros níveis, também?

Não, nesta altura não. Eu sempre disse que acabava a política na cidade do Porto e por isso nunca fui filiado num partido político, numa juventude partidária. Sairei naturalmente da política e farei outras coisas... Vou dizer-vos uma coisa - esta é uma expressão que eu às vezes uso e digo aos meus filhos - eu tenho saudades do meu futuro.

Esta semana, ouvimos falar novamente em regionalização, na tentativa de interpretar algumas expressões um pouco enigmáticas do presidente da República, na posse. Há oportunidade para voltarmos a ter um referendo sobre regionalização?

Nesta altura, não há condições para isso. Porque ninguém, no Parlamento, verdadeiramente deseja. Objetivamente, o presidente da República agora coloca-se nesta posição de neutralidade porque sabe que é uma neutralidade em que ganha, sabe que as estruturas dos partidos nunca o vão querer fazer. Se os partidos demonstraram nesta questão das leis eleitorais que querem manter o controlo apertado de tudo, se olharmos para o que foram as medidas que têm sido tomadas a nível económico relativamente a estes confinamentos, percebemos que o país vive confortável com o centralismo.

Ainda assim, este ano haverá competências que as câmaras vão obrigatoriamente receber. Admite alguma iniciativa para as travar?

Nós estamos a receber algumas dessas competências de forma obrigatória, por exemplo relativamente às praias, que não vêm acompanhadas do respetivo cheque. E em que nós pouco ou nada mandamos.

Mas há alguma margem para as câmaras travarem esse modelo?

Haveria margem se tivéssemos uma Associação Nacional de Municípios (ANMP) que não fosse uma emanação do centralismo. Os grupos de cidadãos eleitores, movimentos independentes, somos 17 câmaras e umas dezenas ou centenas de freguesias, somos a quarta força política. Não temos assento nos órgãos da ANMP. Quem manda na ANMP é o PS e o PSD. Naturalmente que fizeram o negócio com o Governo sem nos ouvirem. Esta descentralização não é descentralização nenhuma, é uma tarefização. Aquilo que temos é isto: dizem "a câmara tem que pôr o Ajax limpa-vidros e de vez em quando mandar limpar e reparar as janelas".

Também não acredita que os fundos europeus que vêm aí sejam uma oportunidade?

Não tem que ver com descentralização. Vejam a questão da vacinação. Nós montámos um drive-in no Queimódromo, está preparado e não querem usar porque é uma iniciativa do Porto. Mas depois estão a pedir-nos escolas porque não têm espaços disponíveis. E os cidadãos queixam-se a mim que uma das escolas tem muitas escadas para pessoas de 80 anos. Quando, no centro de vacinação, poderiam ir, graças ao protocolo que fizemos com os táxis, confortavelmente num táxi, pagando apenas um euro, ficar à espera no centro de recobro, num jardim bonito, e depois ir para casa. Cada vez que entra em dificuldades, o país centraliza-se. Isto é típico de um império colonial.

Não acredita, portanto, na descentralização da gestão das verbas da "bazuca"?

De todo. Basta ver o documento.

Mas há reivindicações, nomeadamente uma posição conjunta na região Norte.

Houve reivindicações. Devo dizer que, no âmbito da discussão pública, apresentei um documento - não como presidente da Câmara do Porto, como cidadão, assinado com o dr. Guilherme Costa e com o prof. Freire de Sousa - sobre a não territorialização da "bazuca". Ou seja, mais uma vez estamos a tratar o país como se fosse igual. Como se Moimenta da Beira fosse igual a Cascais. O país é muito diferente, tem assimetrias e essas assimetrias podiam ser corrigidas. E, mais uma vez, o que temos é assistencialismo para o Estado, na sua incompetência de se transformar. Grande parte das verbas vão ser para manter o Estado incompetente como o temos e para as habituais obras faraónicas. Foi sempre assim com as especiarias que vieram das Índias, porque se construiu a Torre de Belém, e foi assim com o ouro do Brasil, porque se construiu Mafra, foi assim com a Europa, porque se construiu o Centro Cultural de Belém para depois alugar uma coleção de quadros para meter lá dentro, e vai ser assim com a "bazuca".

O presidente da República disse que ia estar muito atento à aplicação das verbas da "bazuca". O que espera deste segundo mandato dele?

Em primeiro lugar, compreendo algumas das críticas que lhe são feitas mas acho-as injustas. O centro-direita, não sabendo fazer oposição que devia fazer ao Governo, quereria que o PR fizesse essa oposição. O papel do PR não é fazer oposição, é tentar juntar os portugueses e mobilizá-los, motivá-los. E ele tem sido excecional nesse papel. Se as pessoas querem que alguém faça oposição ao Governo, devem fazê-la através dos partidos. Também não devem contar com isso do presidente da Câmara do Porto. O presidente da Câmara do Porto não faz oposição ao Governo, negoceia com o Governo, articula e procura "puxar a brasa à sua sardinha". O PR está a querer ser o presidente de todos os portugueses e não um presidente de uma fação, e tenho que admirar a posição dele.

Portanto, espera mais do mesmo?

Vamos ver as circunstâncias, porque tudo isto também funciona na medida em que haja um equilíbrio entre o PR e o Governo. E a governabilidade do país está por um fio, como se demonstrou na negociação do último Orçamento do Estado. Isso pode alterar, naturalmente, as circunstâncias.

Acha que o PR vai ter capacidade para, exercendo uma magistratura de influência, conseguir que a desigualdade na aplicação de fundos não seja tão evidente?

Duvido muito. Acredito que seja essa a vontade dele, mas duvido muito que consiga.

Há pouco disse que o papel do presidente da Câmara é "puxar a brasa à sua sardinha". É isso que tem feito na TAP ou considera que o Estado deveria deixá-la cair?

Olhemos para a TAP para trás, quando ainda era 100 por cento pública, como agora é outra vez. A TAP foi sempre uma companhia que teve uma política contra o Porto e contra o nosso aeroporto. Estruturalmente, a TAP é a última empresa colonial e há muito que devia ter desaparecido. Neste momento, além do problema estrutural, há um problema conjuntural gravíssimo. Até posso admitir que a TAP tenha algum interesse estratégico, mas o que me parece é que é um luxo para um país como o nosso. Dificilmente vamos gastar menos de 40 mil milhões de euros na TAP. E, ao mesmo tempo, dizemos que vai ser para uma "TAPinha". 40 mil milhões de euros para uma "TAPinha" é muito dinheiro.

Vamos ter turismo já este verão, no Porto? E S. João?

Vamos ter turismo no Porto, sim. S. João, não sei. Estava à espera destas medidas [anunciadas pelo Governo no dia 11]. Ainda vamos ter de esperar mais algum tempo.

Não acha excessivamente otimista que em junho tenhamos condições para um grande evento de rua?

S. João vamos ter sempre, porque ninguém vai apagar a noite de 23 de junho. Se vamos fazer concertos na Avenida? Garantidamente que não. Posso anunciar que não vamos ter concertos, não vamos concentrar pessoas na Avenida dos Aliados. Muito provavelmente, mas ainda não falei com o Eduardo Vítor Rodrigues, com quem tenho uma conversa agendada para a semana, também não fará sentido haver fogo-de-artifício, porque concentra pessoas e não queremos isso. Espero que possamos ter um S. João como havia na minha infância. Quando era miúdo, ia para casa da minha avó, na Rua da Constituição, havia umas fogueiras, havia uns sítios onde comíamos umas sardinhas, havia uns bailaricos. Se tivermos esse S. João, é um S. João. Não vamos ter o S. João de 2019, isso com certeza que não.

Tem sido criticado por não dar apoios à restauração, ao contrário de outras autarquias. Porquê essa opção?

Não é verdade, nós temos dado. Permitimos um conjunto de isenções de taxas, de licenças, de despesas de água, das esplanadas que foram colocadas na rua e da animação que promovemos. Questão diferente é porque não subsidiamos os restaurantes diretamente. Apesar de tudo, não tiveram de encerrar a sua atividade totalmente. Há outras atividades que estão completamente encerradas. Não é por um setor ser mais resiliente na contestação que eu lhe posso dar uma ajuda diferente; este é um aspeto de equidade. O segundo aspeto é que o Estado resolveu concentrar em si todas as medidas de auxílio económico, não passando competências e dinheiro para as autarquias.

Quando vai começar a funcionar a primeira sala de chuto da cidade, já adiada por várias vezes?

Nós vamos ter uma sala de consumo assistido amovível a funcionar, já está escolhido o sítio, agora foi constituído um júri - julgo que vai na próxima semana à reunião de Câmara - que vai recolher as propostas das entidades que vão concorrer para operar essa sala. Está a andar e acho que, seguramente, até ao final do ano estará a funcionar.

E os sem-abrigo, que apesar dos programas existentes têm aumentado?

Nós temos feito um grande investimento para as pessoas sem-abrigo e com grandes carências, temos restaurantes solidários a funcionar, aumentámos o número de camas disponíveis. O principal problema é que esta matéria não pode ser vista apenas no âmbito municipal. Em primeiro lugar, a nível nacional, prometiam-se milhões, há dois ou três anos, mas a verdade é que os fundos que vêm do Estado são mais ou menos zero. Depois, estamos a criar migrantes artificiais, através do apoio que na cidade do Porto damos aos sem-abrigo. Há pessoas que vêm de municípios limítrofes para utilizar esses serviços. É um problema que tem de ser visto a nível distrital ou regional.

Embora minimizada pelo confinamento, a mobilidade é um problema grave da cidade. Admite limitar a entrada de carros?

Só podemos limitar a entrada de automóveis na cidade se e quando tivermos transportes públicos que sejam uma alternativa, senão asfixiamos a atividade económica. Os novos desenvolvimentos na rede de metro, que estarão prontos nos próximos três, quatro anos, vão criar a alternativa que nos permite tomar medidas inovadoras.

Os novos troços são suficientes?

Uma das linhas em particular, a linha de Santo Ovídio, pelas Devesas até à Casa da Música, vai resolver um enorme problema que é a entrada no Porto da margem sul de Gaia. Do lado Norte, também estamos a pensar num conjunto de linhas, vamos ter o terminal intermodal de Campanhã, a solução intermodal do Hospital de S. João está próxima de ser adjudicada, o reforço da Casa da Música e, com isso, acredito que possamos resolver. Temos também agendada já para a próxima semana uma reunião com a IP. O estudo da VCI e das portagens está pronto para apresentar ao secretário de Estado e a reunião já está marcada para a Maia, cujo município também se tem empenhado muito nisso. Vamos ter notícias muito proximamente.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG