Covid-19

Rui Rio: "As crianças têm de ter aulas e os jovens têm de estudar"

Rui Rio: "As crianças têm de ter aulas e os jovens têm de estudar"

O presidente do PSD, Rui Rio, disse esta quinta-feira estar preocupado com o novo ano letivo, porque, apesar do notório agravamento da pandemia, "as crianças têm de ter aulas e os jovens têm de estudar".

"Aquilo que naturalmente neste momento me preocupa é a forma como é que o Governo vai resolver o problema do reinício das aulas, que é efetivamente complicado", observou Rui Rio, após uma reunião no Comando Distrital de Operações de Socorro de Aveiro.

O líder do PSD admite que "não se conseguirá uma solução ideal, nem ótima, mas é preciso ter a melhor solução possível face às circunstâncias". "Também é verdade que tem de haver aulas para as crianças e os jovens têm de estudar", afirmou.

Quanto à situação de contingência em que todo o continente português ficará em 15 de setembro, Rui Rio declarou que há uma evidência de que a propagação do vírus se está a agravar e "é naturalmente prudente que o país tome medidas no sentido de conter a pandemia", mas Portugal "não aguenta" a repetição das medidas de março.

"Temos de o fazer agora de uma forma diferente daquilo que foi feito em abril ou março, na exata medida em que a economia portuguesa não pode parar. Não podemos parar da mesma maneira porque manifestamente não é possível", salientou.

Para o líder do PSD, o objetivo tem de ser que a pandemia se propague lentamente, de modo a que o Serviço Nacional de Saúde seja capaz de dar resposta.

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Sobre a posição de Marcelo Rebelo de Sousa acerca do "conflito" entre médicos e Governo, Rio diz que foi uma "declaração de bom senso". "Espero que não haja crises políticas, como presidente do PSD, mas direi que a coisa não é muito comigo, porque o Orçamento do Estado vai ser construído pelo PS, pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP, e o PSD, nessas circunstâncias, é um espetador atento".

O presidente do PSD reservou uma posição definitiva após ser conhecida a proposta de Orçamento do Estado para 2021: "Depois, quando o Orçamento entrar na Assembleia da República, logo faremos as nossas considerações em função do documento".

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