Política

Rio confirma candidatura ao PSD e lidera bancada até congresso

Rio confirma candidatura ao PSD e lidera bancada até congresso

Rui Rio confirmou, esta segunda-feira, que vai disputar a presidência do PSD nas diretas de janeiro. Anunciou que ficará na liderança da bancada até ao congresso de fevereiro e que, depois deste, será escolhido em definitivo o novo líder parlamentar. No Parlamento, participará depois nos grandes debates nacionais.

"Estou disponível para disputar as próximas eleições internas, liderar a oposição ao Governo do PS e conduzir o PSD nas próximas eleições autárquicas", disse, aos jornalistas, num hotel no Porto. Manifestou igualmente disponibilidade "para lutar contra todas as adversidades inerentes ao exercício do cargo de líder da oposição, que é das mais difíceis de executar numa democracia representativa".

Rui Rio aproveitou, ainda, para endereçar uma mensagem à oposição interna. "Não estou, no entanto, disponível para voltar a enfrentar deslealdades e permanentes boicotes internos, nos moldes em que tive que fazer ininterruptamente desde a minha tomada de posse em fevereiro de 2018", disse.

Um dos argumentos a que Rio diz ter sido sensível é o de que a sua não recandidatura poderia "levar o partido a uma grave fragmentação, de consequências imprevisíveis para o seu futuro". Além disso, o partido "precisa de uma liderança" que "mantenha o partido no centro político, não permitindo que se transforme numa força partidária ideologicamente vazia ou de perfil eminentemente liberal".

"O nosso objetivo comum deve ser o de derrotar o Partido Socialista e não o PSD", referiu. A missão de Rui Rio é colocar o partido e Portugal ao Centro.

Conselho Nacional a 8 de novembro

Rui Rio afirmou, ainda, que vai assumir a liderança parlamentar do PSD até ao próximo congresso nacional, em fevereiro. O novo líder será escolhido em definitivo após a realização desse congresso, cuja data vai ser decidida no próximo dia 8 de novembro, em Conselho Nacional, que será em Bragança.

"É uma situação de exceção ditada pela minha proximidade desse mesmo congresso, em fevereiro, após o qual marcarei a minha participação na Assembleia da República fundamentalmente nos grandes debates nacionais", adiantou.

"Se é certo que, em situações pontuais de particular relevância, o líder da oposição poderá aproveitar o plenário da Assembleia para marcar de forma mais clara a sua oposição, também não é menos certo que não é a ele que compete alimentar o quotidiano parlamentar", justificou Rui Rio.