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Rui Rio defende aulas presenciais até ao 6.º ano

Rui Rio defende aulas presenciais até ao 6.º ano

O presidente do PSD, Rui Rio, defendeu esta terça-feira que só deveriam manter-se em ensino presencial os alunos até ao sexto ano de escolaridade e reafirmou que o partido apoiará "obviamente" a renovação do estado de emergência.

Num vídeo enviado às redações, na sequência da audiência que teve esta terça-feira por meios digitais com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a renovação do estado de emergência, Rui Rio considerou que o país vive atualmente "uma situação muito grave" na evolução da pandemia de covid-19, depois de também ter participado de manhã, por videoconferência, na reunião dos especialistas do Infarmed.

"Obviamente que a país tem de tomar medidas e não pode continuar como até aqui, sob pena de nós multiplicarmos os infetados e, pior de tudo, os óbitos. Por isso, o PSD vai obviamente continuar a apoiar o estado de emergência", afirmou, reiterando, como tem afirmado desde o início da pandemia, que "não há espaço para cálculos partidários".

Rui Rio, que também está em isolamento profilático por ter tido um contacto com um infetado com covid-19 (o vice-presidente do PSD Salvador Malheiro), afirmou que o PSD "assume a responsabilidade de votar a favor para que o Governo tenha os meios de que precisa para combater melhor ainda a pandemia", dizendo que "até à data" esse combate não tem sido feito "da melhor forma".

O líder do PSD considerou que a questão das aulas "é nevrálgica" no próximo estado de emergência e, recorrendo ao que ouviu na reunião do Infarmed, apontou que "os especializas são unânimes em dizer que nas idades mais jovens não há problema", situando este universo até às crianças de 12 anos, que cumprem até ao sexto ano de escolaridade, defendendo que deverão continuar em ensino presencial.

"Para mim é evidente que o secundário não deve ter [aulas presenciais] e que o superior também não deve ter, só deve ter para exames, uma vez que estamos na transição de um semestre para outro", disse.

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A zona "cinzenta", considerou, serão os alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos.

"Do ponto de vista sanitário, tudo aconselharia a que esses também não tivessem aulas presenciais (...), parece-me que seria mais prudente que também não tivessem aulas presenciais agora durante o próximo estado de emergência" afirmou.

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