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Rui Rio está com covid-19 e falha Conselho Nacional

Rui Rio está com covid-19 e falha Conselho Nacional

O líder do PSD, Rui Rio, testou positivo à covid-19 e não vai estar no Conselho Nacional desta segunda-feira à noite. Em comunicado, o partido revela que Rui Rio "apresenta sintomas ligeiros" mas, pelas normas da Direção-Geral de Saúde (DGS), vai ter que permanecer em isolamento.

Foi em comunicado que o PSD divulgou, esta segunda-feira, que Rui Rio testou positivo à covid-19 e que, por isso, já não participou no Conselho de Estado desta tarde de segunda-feira nem estaria presente na reunião do Conselho Nacional, que decorre à noite, em Ovar, para acertar o calendário das eleições diretas e do congresso do partido.

"Apesar de apresentar sintomas muito ligeiros, de acordo com as normas da DGS em vigor, terá de permanecer em isolamento nos próximos dias, não podendo igualmente estar presente nas reuniões da Comissão Permanente da Assembleia da República, que se realizam amanhã (terça-feira) e quarta-feira", explica o PSD, no referido comunicado.

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Na nota de Imprensa, nada mais é adiantado. Apenas se reafirma, no fim, que se mantém para a noite a reunião prevista do Conselho Nacional, no Centro de Arte de Ovar, mas "sem a presença do presidente do Partido, Rui Rio".

Nada se explica ainda como será cumprida a agenda da reunião sem a presença de Rui Rio. É que, os críticos internos defendem que o líder do partido terá que se demitir para que possa ser aberto o processo eleitoral interno, com a marcação da data das eleições diretas para a escolha do novo líder e do congresso do partido.

Rui Rio não tenciona, porém, demitir-se formalmente. Na reunião do Conselho Nacional caberá ao secretário-geral José Silvano apresentar a proposta da Comissão Política Nacional, que sugere diretas a 28 de maio (com uma eventual segunda volta em 4 de junho) e o 40.º Congresso entre 1 e 3 de julho, no Coliseu do Porto.

Alguns conselheiros nacionais contatados pelo JN admirem levantar levantar o problema estatutário que poderá ser suscitado pela ausência de Rui Rio e de um pedido formal de demissão, considerando que, na prática, a proposta da Comissão Política Nacional traduz-se numa "moção de censura que Rui Rio apresenta a si próprio".

O problema poderia voltar a suscitar um braço de ferro entre a Direção do partido e o Conselho Nacional de Jurisdição. Mas ninguém admite, para já, colocar a questão nesses termos, preferindo que o calendário eleitoral acabe por ser aprovado, para que o PSD feche finalmente o atual ciclo e abra as portas a uma nova liderança.

Entre os possíveis candidatos, o autarca de Aveiro, José Ribau Esteves, foi o primeiro admitir estar a ponderar uma candidatura à liderança. Esta segunda-feira, também foi conhecida a possibilidade de o ex-líder da JSD, Pedro Rodrigues, também avançar. De igual modo em ponderação encontra-se ainda o eurodeputado Paulo Rangel e Jorge Moreira da Silva, além do ex-candidato Miguel Pinto Luz. Mas é o ex-presidente do grupo parlamentar, Luís Montenegro, que é visto como o mais bem posicionado para se tornar no sucessor de Rui Rio.

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