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Rui Rio quer eleições no máximo a 16 de janeiro

Rui Rio quer eleições no máximo a 16 de janeiro

As legislativas devem realizar-se no máximo até 16 de janeiro, para que o país possa ter novo Governo ainda em janeiro e um orçamento em junho, defendeu à saída da audiência no Palácio de Belém, Rui Rio.

A primeira data "possível" é 9 de janeiro para as eleições não se realizarem logo após o Ano Novo, mas ainda assim "se pretenderem afastar um pouco mais a campanha do Natal" a marcação das legislativas "pode ir até 16 de janeiro", defendeu o presidente do PSD que apenas se reuniu breves minutos com o presidente da República.

"Não vejo nenhuma razão de interesse nacional para que se afaste ainda mais o calendário, seria inviabilizar um governo ainda em janeiro", frisou, recordando que Marcelo Rebelo de Sousa foi o primeiro, após a entrega da proposta do Orçamento do Estado pelo Governo no Parlamento e se levantou a possibilidade de o diploma não ser aprovado, a sugerir eleições em janeiro por ser "essencial" haver governo antes de fevereiro.

A audiência foi o primeiro encontro entre Rui Rio e Marcelo Rebelo de Sousa depois do presidente ter recebido Paulo Rangel esta quarta-feira, em Belém, durante a votação do Orçamento do Estado. O candidato à liderança social-democrata desejava que as eleições não se realizassem antes de meados de fevereiro. As diretas do partido estão marcadas para 4 de dezembro e o eurodeputado entregou um pedido de reunião do conselho nacional do PSD para tentar antecipar o congresso de janeiro para dezembro. Aos jornalistas, à saída de Belém, Rui Rio recusou comentar o processo eleitoral interno. Mas, voltou a frisar que a situação "é grave".

"Eu sou o presidente, sou o primeiro responsável, mas nisto a minha responsabilidade é nula. Fiz tudo ao meu alcance para o partido não estar na situação em que se encontra", sublinhou, alegando que o PSD devia estar focado no combate eleitoral com o PS e não numa batalha interna.

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