Autárquicas

Rui Rio volta a ter Conselho de Jurisdição "à perna"

Rui Rio volta a ter Conselho de Jurisdição "à perna"

Escolha de candidatos autárquicos impugnada será decidida este mês.

O Conselho de Jurisdição Nacional do PSD recebeu seis queixas de militantes, de estruturas concelhias e comissões políticas distritais social-democratas, por alegada violação dos estatutos do partido na escolha dos candidatos às eleições autárquicas deste ano.

De acordo com o presidente daquele órgão do PSD, deram entrada processos de impugnação relativos às escolhas dos candidatos na Guarda, Castelo Branco, Aveiro, Barcelos no distrito de Braga, Lourinhã no distrito de Lisboa e também de Vila Nova de Paiva no distrito de Viseu. "Vamos analisar as queixas e tomar uma decisão ainda este mês", disse Paulo Colaço ao JN. "Embora cada caso seja um caso, vamos procurar encontrar um veio jurídico comum", sublinhou ainda o presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD.

A queixa mais recente foi apresentada por um grupo de militantes do PSD concelhio da Guarda que aprovou o nome de Sérgio Costa sem respaldo da comissão distrital, que indicou o atual presidente da Câmara da Guarda Carlos Chaves Monteiro. Na missiva a que o JN teve acesso está escrito que "o processo autárquico do concelho da Guarda e posterior escolha do candidato ao município da Guarda (..) foi decidida em completo desrespeito pelos estatutos do PSD". De acordo com o mesmo documento, a Comissão Política Distrital (CPD) "não colocou sequer à votação a proposta da comissão política concelhia (...) decidindo apresentar outro nome".

O JN tentou obter uma reação do presidente da CPD do PSD da Guarda, Carlos Condesso, mas até ao momento ainda não foi possível. Recorde-se que por causa deste processo e das desavenças públicas com o presidente, Sérgio Costa, que também já foi vice-presidente do município, se demitiu da liderança da concelhia social-democrata e anunciou uma candidatura independente.

Nos demais casos de contestação, são relatados procedimentos idênticos e feitas acusações quer às comissões políticas distritais quer à Comissão Política Nacional liderada por Rui Rio. Se o Conselho de Jurisdição Nacional vier a dar razão aos impugnanntes, pode acontecer que os candidatos atuais se mantenham, mas o processo de escolha tem de recuar ao plenário concelhio para depois a escolha final ser sufragada pelas estruturas distritais e nacionais.

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